sexta-feira, 23 de maio de 2014

Arroz de Palma

"Arroz de Palma", de Francisco Azevedo (Porto Editora)

Sinopse:
A imigração portuguesa no Brasil, no séc. XX, retratada num romance sobre a saga de uma família em busca de um futuro melhor. Ao longo de cem anos acompanhamos as alegrias e tristezas, as discussões e as pazes, as separações e os que são felizes para sempre.
"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema - principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida é azeitona verde no palito - sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares."
Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.


Opinião:
Sendo uma pessoa muito ligada à família, este foi um livro que me tocou bastante. Passado numa outra época, os seus relacionamentos não são menos intensos pela separação do tempo. Se soubessem a quantidade de passagens que marquei com post-its até se riam.

A história não podia ser mais simples e a sinopse diz tudo. É curioso como não existem grandes reviravoltas na história desta família. Existem alguns momentos marcantes, mas não é daqueles enredos cheios de cenas com impacto. Simplesmente é a história de uma família e de como as pessoas mudam ao longo do tempo, como se separam, se zangam pelas coisas mais ridículas, fazem as pazes com uma facilidade arrepiante, e se juntam nos momentos de dor, mais depressa que nos momentos de alegria. Triste? Nem por isso! É a vida e esta família é suficientemente interessante, suficientemente humana para que até os momentos de tristeza sejam familiares para o leitor.
Confesso que não gostei, nem entendi, certas escolhas que o autor fez para a história e as suas personagens. Nomeadamente o facto de o António trair a mulher, numa noite, sem razão nenhuma, nem qualquer antecedente que levasse a justificar tal coisa. Isto irritou-me, confesso. Outra coisa que não entendi totalmente foi o facto de ser referido que, para o funeral da Tia Palma todos compareceram, mas para o funeral dos Pais não. A sério? Os pais! Todos que lêem o livro sabem que a Tia Palma é o pilar da família mas os pais foram bons para os filhos e não havia razão para eles não comparecerem todos à cerimónia. Enfim, eu isso não compreendi.

Em termos de personagens, confesso que não amei nenhuma, à excepção da Tia Palma (Já era de esperar, não), mas também não odiei nenhuma. Consegui foi relacionar-me com todas. Impressionante!
Simplesmente há algo de muito humano nestas pessoas, nesta família, e é fácil entrar neste 'prato'.

A escrita do autor é muito bela. Não me aborreceu nunca e, como já referi, foram dezenas as passagens que eu marquei ao longo do livro. Frases belíssimas que sussurraram ao meu íntimo e fizeram eco na minha consciência.No entanto também notei algumas frases mal conseguidas, que queriam ser poéticas mas acabaram por ser inconvenientes. Foram poucas, felizmente. Também não apreciei a descrição pormenorizada dos encontros sexuais do António. O primeiro, com a Isabel, fazia sentido, mas todos os outros, coma  Isabel, foram 'palha' e nada mais.

Em suma, Arroz de Palma não é um livro perfeito mas é um belo livro, que merece ser saboreado devagarinho e, acredito que, todos os que valorizam a família conseguirão apreciar.

Nota: Esta foi a leitura de Novembro/Dezembro 2013 do Clube de Leitura de Braga.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

The Death Cure

"The Death Cure (The Maze Runner 3), de James Dashner (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (Brasil):
Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.

Opinião (audiolivro):
Este é o terceiro e último livro da série The Maze Runner (opinião do primeiro e segundo) e eu estava ansiosa por descobrir o desfecho.

O conceito desta série é bastante bom e tinha 'pano para mangas', no entanto, e para meu grande desagrado, demasiadas respostas ficaram por responder. Isto porque o protagonista nunca chegou a recuperar a memória, o que debilitou a informação a que o leitor tinha acesso. Isto, para mim, foi um dos grandes fracassos do livro. Caros autores, se levantam as questões, por favor certifiquem-se que vão respondê-las.

Neste livro os Gladers conseguem escapar das instalações da WICKED, e de forma muito fácil por sinal. Como é que ninguém suspeitou disso. Hem, Thomas? O Jorge aconteceu de estar lá e de saber pilotar, e de ter documentos falsos e ... preciso continuar? Enfim, é caso para dizer que o autor não foi muito bem sucedido nas suas escolhas, ou pelo menos a camuflá-las. Enquanto o Thomas ignorava os sinais, eu, enquanto leitora, só pensava "onde está o Thomas do livro 1?". Aquele que questiona tudo, que consegue descortinar o que é suspeito e confiar em quem na verdade o vai ajudar, em vez do contrário.
Mas depois de escaparem vão para uma cidade, supostamente normal, onde a doença foi contida e as pessoas vivem normalmente. Isto é sol de pouca dura! Dois ou três dias depois vai tudo pelo cano abaixo. Assim sem mais nem menos. As pessoas desaparecem, os infectados tomam conta da cidade e isto nunca é verdadeiramente explicado. Parece que a barragem rebentou e ninguém deu por nada.
E já repararam que não páro de me queixar? Isto é porque fiquei mesmo decepcionada com o livro mas ... Aha! Há um mas ... eu gostei do final. A sério que gostei! Foi exactamente o tipo de final que, segundo o desenrolar do livro, eu achei que fosse mais apropriado. Era a única solução, a única 'cura' possível. Não gostei foi do que aconteceu à Teresa, deixando o caminho livre para a Brenda (eu bem que nunca gostei dela). Outra coisa que gostei foi do que se passou com o Newt. Foi bem conseguido e trouxe emoção às páginas.

Falando de personagens, só gostei mesmo da Teresa, do Gally, Newt, Minho (lê-se Min-ho; era giro se fosse mesmo minho). O Thomas, que tinha sido o meu favorito no primeiro, foi uma grande decepção. Enfim, fez exactamente o que os outros queriam que ele fizesse.

A escrita do autor, como já vem sendo hábito, é muito directa, pouco detalhada e demasiado apressada, demasiado voltada para a acção. Não gostei da prosa, confesso, e quando estava perto do fim só pensava: "Este não pode ser o último livro! Como vão resolver tudo neste espaço?", e a  verdade é que não resolveram. Noutra nota, o Thomas dormiu que se fartou neste livro. Sheesh!

Em suma, The Death Cure trouxe um desfecho satisfatório à trilogia mas, o livro em si, é muito fraco. Ficou demasiado por saber e o protagonista perdeu toda a força que tinha até aqui. Não gostei do livro mas gostei do desfecho. Valeu pela resolução.

Narração (Mark Deakins):
Mais uma boa narração, que conseguiu dar um pouco mais de vida à trama, apesar de continuar a não conseguir vozes femininas muito convincentes.

Scarlet

"Scarlet (The Lunar Chronicles 2)", de Marissa Meyer (Editorial Planeta)

Sinopse:
Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Opinião (audiolivro):
Normalmente as sequelas são sempre mais fracas que os primeiros livros. Pois, Scarlet não foi! Confesso, como céptica que sou em relação a séries de livros, estava preparada para uma decepção. Felizmente enganei-me e Scarlet foi praticamente tão bom como Cinder. Em certos aspectos chegou até a ser melhor.

A história começa exactamente onde o anterior terminou, com Cinder a tentar escapar da prisão e, graças aos seus novos membros cibernéticos e aos seus poderes lunares, ela consegue fazê-lo com relativa facilidade. À perna leva Thorne, que é, deixem-me dizer, a melhor personagem masculina da série até agora. Vá, o Wolf também é fixe mas o Thorne bate tudo, porque tem sentido de humor. Os outros são sisudos. E o Kai não conta, porque até arranjar uma espinha dorsal eu vou ignorá-lo. (Espero mesmo que ele páre de ser uma marioneta. Kai faz alguma loucura, por favor!)
E bem, já me dispersei. Mas já que falo em personagens, e para não pensarem que são só os homens da série que dão tinta,  há que dizer que a Scarlet é badass! É que a Cinder é forte mas é porque também tem a ajuda da sua parte cyborg e do seu dom Lunar, mas a Scarlet é só humana e ela parte a louça toda. Literalmente, desde o primeiro capítulo em que aparece. Adorei-a!
A Cinder também esteve muito bem, especialmente o conflito interior que tinha por causa do seu dom Lunar. E, felizmente, no fim lá tomou uma decisão madura e decidiu levar a luta à Levana, em vez de andar sempre a fugir. Quem dera que o Kai aprendesse com ela!
Ainda no plano das personagens, tenho é de retirar algo que disse na minha opinião do Cinder: Não! A autora afinal não soube fazer da madrasta algo mais que uma vilã genérica. Caramba! A mulher apareceu numa cena e não podia ser mais ... madrasta (nada contra as madrastas, mas vocês sabem o que eu quero dizer; e por falar nisso, nunca entendi porque estas familiares eram sempre mostradas como más nestas histórias). E por falar em vilãs, ainda estou à espera de perceber as verdadeiras motivações da Levana. Ninguém nasce má! O que e que a pôs assim? E porque é que o Kai não lhe deu um tiro nos miolos quando ela ameaçou cortar-lhe a língua, invadiu o seu escritório e lhe paralisou os conselheiros. Kai, ganha espinha dorsal, por favor!
Ok, já devem ter percebido que esta série mexe comigo, mas isso é óptimo. Adoro quando estou a ler uma história e me apetece entrar nas páginas para fazer algo diferente. Isso significa que a leitura me está a afectar, que me sinto envolvida, para o bem e para o mal.

De volta à história, descobrimos finalmente o que aconteceu com Cinder quando veio parar à Terra e porque é que ela não se recorda de nada. O elo de ligação entre a Cinder e a avó da Scarlet está muito bem conseguido. Bem jogado!
Depois temos a sempre presente ameaça de guerra entre a Terra e a Lua, que está cada vez mais perto (e aquele vislumbre do exército Lunar, no final, é premonitório). O ataque que a Levana levou a cargo na Terra podia ter tido mais impacto, se as personagens não estivessem tão distantes. Mas nesse caso acabou por ser Kai quem nos deu uma melhor visão do terror, e a decisão dele, apesar de imbecil, não deixa de ser compreensível. Não que isso vá resolver grande coisa mas ao menos atrasou o massacre e, no final de contas, é isso o melhor que ele poda fazer, dadas as circunstâncias.
Depois temos a história da Scarlet (a capuchinho vermelho) à procura da avó que, na realidade, foi grande parte do livro, e muito bem. Como já disse, adorei a Scarlet e adorei o Wolf, por isso o que há para desgostar no tempo em que passaram juntos? O relacionamento dos dois foi muito bem explorado e, apesar da traição (que se viu à distância), não havia dúvidas do que ia suceder no fim. Neste ponto o livro foi muito mais bem conseguido que o Cinder, já que o leitor teve tempo para conhecer os dois e perceber as suas motivações e o que os unia.

A escrita da autora continua fascinantes, muito carregada de emoção e acção. Este livro foi bem mais cheio de adrenalina que o primeiro mas houve um excelente equilíbrio com os momentos de (suposto) relaxe, onde conhecemos melhor as personagens e os seus relacionamentos.

Em suma, Scarlet foi uma excelente leitura, uma sequela muito bem conseguida. Empolgante, envolvente e que me deixou com uma vontade enorme de ler Cress (o terceiro livro da série). E só não o fiz logo porque o quarto (Winter) só sai em 2015 e eu não quis ficar tanto tempo à espera. Assim espaço um pouco mais a leitura a ver se não custa tanto. Mas já sei que não vou conseguir esperar muito mais por Cress. Será que também vai ser uma boa surpresa? Espero bem que sim!

Nota: Sou eu a única a pensar: "Sailor Moon" quando estou a ler isto? A Cinder é a Usagi (Bunny), a Cress é a Ami e a Scarlet é a Rei (Rita). Tenho dito!
Nota 2: Porque é que as protagonistas têm os nomes em Inglês? A Cinder vivia na Ásia, a Scarlet é da França e ambas têm nomes em Inglês? Não faz sentido! É só mesmo para ficar bem nos títulos.


Narração (Rebecca Soler):
Nada a apontar. Mais um bom trabalho da naradora.


Booltrailer:

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Décimo Terceiro Conto

"O Décimo Terceiro Conto", de Diane Setterield (Editorial Presença)

Sinopse:
Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, mantendo oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Lea, biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? Um romance assombroso, que se tornou um bestseller imediato e que será publicado em mais de trinta línguas.


Opinião:
Já há alguns anos que este livro estava na minha estante, à espera de ser lido. Reeditado recentemente, a minha edição é ainda a primeira, com a capa mais bonita (a dos livros).

O Décimo Terceiro Conto, ao contrário do que o título e a capa possa sugerir, não é um livro sobre livros. É antes um livro sobre uma escritora e a sua verdadeira história, e também de uma leitora, mas não tanto sobre os livros que elas lêem ou que marcaram as suas vidas.

A trama é surpreendente, na medida em que leva o leitor a acreditar numa coisa e depois, de forma muito brilhante, revela que, afinal de contas, não era bem como se esperava. Adorei a reviravolta final e não me senti atraiçoada pela obra. Afinal as pistas estavam lá. Bastava olhar com um pouco de mais atenção.
Contando a história de uma família muito disfuncional, numa casa que se torna, também ela, anormal. Desde o início que sabemos que esta história será uma sucessão de tragédias e, efectivamente, esse é tanto o ponto forte, como o ponto fraco do livro. A autora consegue fazer o leitor sentir mas não há nada de bom no meio, para compensar. Essa falta de felicidade torna a obra muito pesada, em determinados momentos e no geral. Só mesmo no fim temos um vislumbre de possível mudança, mas é tão breve que não chega para quebrar a fatalidade de toda a história.
Só achei duas coisas mal no desfecho: o facto de nunca se descobrir o que aconteceu a Emmeline/Adeline, ou seja, quem sobreviveu; o facto de não haver qualquer razão para a Vida ter abandonado o Ambrose, depois de ter apregoado o quanto o amava e sentia que ele era parte dela.

A nível de personagens, Vida é, sem sombra de dúvida, a alma do livro. Ou não fosse esta a sua história. Por outro lado, Lea é das protagonistas mais aborrecidas que conheci. No início era interessante, com o seu amor por livros, a sua família em cacos, e uma curiosidade nata. No entanto, à medida que o livro ia avançando, ela tornou-se mais e mais repetitiva, mais e mais uma espectadora cuja presença passou a ser quase banal, inconsequente. Não fosse o facto de ela ser o elo com o Ambrose, eu diria que ela se tornou prescindível. E já que falo no Ambrose, aí está outra personagem que me cativou, apesar de achar que merecia mais páginas.
Ainda assim, Vida foi soberba. A sua dor, a sua relutância em contar a verdade. Tudo foi muito bem conseguido, envolvendo o leitor até ele se sentir parte do seu relato.

A prosa da autora é muito rica e detalhada, dando vida a um role de personagens interessantes e a uma mansão que parecia, ela própria, uma personagem. A forma como leva o leitor a crer numa coisa, ignorando todos os sinais de outra coisa, é fascinante. Gostei muito da escrita, tendo marcado várias passagens.
Contudo, achei que podiam ter ligado melhor a história de vida da autora com a sua obra. Fazia mais sentido, tendo em conta o título do livro.

Em suma, O Décimo Terceiro Conto é uma belíssima obra, uma história que merece ser apreciada, devagarinho. Só me arrependo de não o ter lido antes.

Nota: O Décimo Terceiro Conto foi a leitura de Março/Abril 2014, do Clube de Leitura de Braga.

Maze Runner - Provas de Fogo

"Maze Runner - Provas de Fogo (The Maze Runner 2)", de James Dashner [Editorial Presença]

Sinopse:
Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar...
O segundo volume da série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de títulos como Os Jogos da Fome.


Opinião (audiolivro):
Depois de Correr ou Morrer estava ansiosa por ler esta sequela. Afinal os problemas pareciam ainda mal ter começado para os gladers.

Provas de Fogo é o seguimento imediato do Correr ou Morrer mas, ao contrário do seu predecessor, a acção começa quase de imediato, com os personagens a perceberem, depois de umas (poucas) horas de paz, que as provas ainda mal começaram e que ainda não estão a salvo. Neste livro ficamos a saber mais do que se passou com o mundo, do porquê existir a WICKED e do porque as personagens estão na situação que estão. No entanto ficam ainda muitas perguntas por responder (suponho que no terceiro isto seja resolvido).
Então os gladers são separados da Teresa, informados que estão infectados com a Flare (uma doença que leva à loucura) e  forçados a percorrerm uma cidade que é uma espécie de lixeira, onde os governos enviams as pessoas que sofrem da doença. Em suma, um sítio lindo para se passar as férias. Certo?

Tudo nesta sequela parece passar a correr. As cenas são rápidas, há perigos em cada esquina, não se pode confira em ninguém e até a meteorologia está contra eles. Dito isto, há efectivamente muito tempo morto. Como? Fácil! O Thomas está sempre a ser separado do seu grupo, sempre a correr perigo mas, na verdade, ele sai sempre praticamente ileso. Isso é frustrante. Se está sempre em perigo, ao menos façam com que algo dê mesmo para o torto. E fazem, mas depois salvam-no de forma muito ... fácil.
Mas isso nem é o pior. O mal é que, por estar sempre longe dos amigos, quando finalmente se reúne com eles, tem de andar a contar o que se passou. Chato e repetitivo!

Contrariamente ao que se passa com as personagens do livro, eu até gostei da Teresa neste livro. Estranho, considerando que ela aqui é uma quase inimiga, mas, convenhamos, nem sei porque é que o Thomas ficou todo zangado com ela, mesmo depois de ela lhe ter avisado que ia ter de fazer algo mau e para ele confiar nela.
Por outro lado não gostei nada da Breand, que me pareceu falsa desde o início. O Thomas ficou todo caidinho por ela, para variar. Com tudo isto parece-me é que o autor não tem muito jeito para criar personagens femininas porque elas são as menos ricas (em termos de personalidade) da série.

Em termos de desenvolvimento, o livro foi bastante bom, com uma grande dose de suspense, muita acção e drama, assim como conseguiu dar a volta à minha cabeça, fazendo-me duvidar de tudo e todos. Contudo achei a trama muito repetitiva e algumas cenas um pouco forçadas. Acho que foi o estilo de escrita do autor que me começou a incomodar. No primeiro livro referi que a sua simplicidade e falta de detalhe não me tinha afectado muito mas, neste segundo livro já senti que sim. O autor não conseguia transmitir emoções, apenas adrenalina e desconfiança.
Depois houve também um certo abuso no uso da percepção do som, constante referência em quase todas as páginas. Se isto fosse acompanhado de outros sentidos, seria bom mas, sozinho tornou-se cansativo.

Em suma, As Provas de Fogo foi uma sequela intensa mas que não conseguiu ser tão interessante. Demasiadas repetições e pouca riqueza de escrita, conseguiram ensombrar uma história que, na sua cerne, acaba por ser muito boa. Não está mau, mas não foi tão bom como esperava.

Narração (Mark Deakins):
Mais um bom trabalho do narrador que, apesar de não ser muito ágil ao dar voz às (poucas) raparigas, consegue transmitir intensidade nas muitas cenas e acção.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mine to Possess

"Mine to Possess (Psy-Changeling 4)" de Nalini Singh (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (inglês):
Clay Bennett is a powerful DarkRiver sentinel, but he grew up in the slums with his human mother, never knowing his changeling father. As a young boy without the bonds of Pack, he tried to stifle his animal nature. He failed... and committed the most extreme act of violence, killing a man and losing his best friend, Talin, in the bloody aftermath. Everything good in him died the day he was told that she, too, was dead.
Talin McKade barely survived a childhood drenched in bloodshed and terror. Now a new nightmare is stalking her life - the street children she works to protect are disappearing and turning up dead. Determined to keep them safe, she unlocks the darkest secret in her heart and returns to ask the help of the strongest man she knows....
Clay lost Talin once. He will not let her go again, his hunger to possess her, a clawing need born of the leopard within. As they race to save the innocent, Clay and Talin must face the violent truths of their past... or lose everything that ever mattered.


Opinião (audiolivro):
Esta opinião demorou a chegar porque ... bem ... não tenho muito a dizer sobre este livro. Sabem aquelas histórias sobre as quais não há grande coisa a falar. Não são suficientemente más para as xingarmos, mas não são boas que chegue para merecerem elogios. Simplesmente ... são.
Enfim, Mine to Possess é o quarto livro da série Psy-Changeling e, até agora, eu e a autora parece que não nos entendemos. Adorei o primeiro livro e depois o segundo achei medíocre, apenas para me ver surpreendida com o terceiro, e agora o quarto é como o segundo ... uma nulidade em termos de resposta da minha parte, enquanto leitora.

Ora, este livro conta a história de Clay, um changeling, e Tally, uma humana aparentemente normal. Já conhecia Clay dos livros anteriores e Tally já havia sido referida algumas vezes por ele, mas foi, praticamente, uma personagem que caiu do nada neste livro.
Por culpa do passado destas duas personagens houve lugar a muitos momentos de tensão, muita desconfiança e batalhas internas. Se for sincera, tenho que dizer que o relacionamento dos dois foi bem conseguido. Cresceram enquanto pessoas e, aos poucos, foram-se aceitando e o seu relacionamento ganhou com isso. Houve sempre uma antiga amizade, mas esta estava contaminada pela traição e foi difícil ultrapassarem isso mas a história funcionou de forma a que isto fosse resolvido. No entanto tenho também de dizer que a resolução do problema de saúde da Tally, além de previsível, foi demasiado facilmente solucionado. Isto deixou-me bastante insatisfeita no final. Ah, e outra coisa que me remoeu bastante foi o facto de o Clay ter perdoado a Tally demasiado depressa e ter aceite ajudá-la tão rapidamente. O que ela fez foi compreensível, mas não tão facilmente desculpável.

Por outro lado, e como vem sendo costume na série, a autora usou a história dos apaixonados de forma a mover a história geral e neste volume muita coisa acontece. Coisas com impactos futuros que são bastante promissores, nomeadamente na aliança com as ratazanas e com a doutora Psy (cujo nome agora me escapa) que de certeza que vai ter protagonismo em breve. Também o facto de haverem meios-Psy na sociedade, em perigo, foi bem aproveitado e permitiu aprofundar ainda mais o rico mundo criado pela autora.

Em suma, Mine to Possess é um romance competente, com dois protagonistas que funcionam bem em conjunto e cujo amor é mais que satisfatório, mas que na verdade não me cativou como o primeiro e o  terceiro livro da série. Apesar de a evolução a nível de enredo geral e de as personagens serem muito boas, este livro não me ficou na memória. Só espero que, seguindo a tendência, o quinto (Hostage to Pleasure) seja uma bomba!

Narração (Angela Dawe):
Não posso dizer que fiquei rendida à narradora mas não foi nem de perto nem de longe, a pior interpretação que já ouvi. Depois de um período de adaptação, acabei por me habituar e não foi mau de todo. É apenas a segunda vez que escuto romances paranormais narrados em audiolivro e, contrariamente ao que pensei, acabou por não ser esquisito porque a escrita da autora nos momentos românticos não é demasiado ... crua, daí que ouvir alguém contar essas cenas não seja tão mau quanto se possa pressupor.

domingo, 11 de maio de 2014

Antologia 7 Pecados

"7 Pecados", antologia com contos de Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Cipriano, Pedro Pereira, Sara Farinha e Vitor Frazão (ebook)

Sinopse:
Sete escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram 7  Pecados: Gula, Orgulho, Ira, Luxúria, Preguiça, Inveja e Avareza

Opinião:
Mais uma antologia do projecto Fantasy & Co. Não é a melhor colectânea que li até agora mas tem alguns textos que vale a pena ler. Só é pena que sejam tão curtos, pois alguns deles bem que podiam ser melhores com mais espaço. Adoro contos de todos os tamanhos, mas o texto tem de ser tão grande, ou tão pequeno, quanto seja requerido para que se crie um elo entre o leitor e a história. Pode ser uma frase, ou vinte páginas. Há que encontrar o balanço e, infelizmente, alguns contos aqui não conseguiram alcançar esse objectivo.
Fora isso, os meus favoritos foram: Luxúria e Preguiça.

Gula, de Carina Portugal
Um conto grotesco, por vezes até em demasia. O final é pouco satisfatório por parecer deixar o relato a meio. No entanto gostei, mais uma vez, da escrita da autora e do ritmo da história.

A Cidade Perdida - Um conto acerca do Orgulho, de Liliana Novais
Este pequeno conto romântico não me cativou. Os diálogos eram fracos, especialmente entre o Jobel e a Princesa, e a atracção dos dois não funcionou. Infelizmente acaba por ser uma história igual a tantas outras, apesar de eu ter gostado do setting.

Ira, de Pedro Pereira
Um conto pouco memorável e muito pouco detalhado. O leitor não tem tempo suficiente para criar laços com as personagens.

Luxúria, de Sara Farinha
Excepção feita ao primeiro parágrafo, que está demasiado carregado, a prosa está excelente! Muito luxuriante e ritmada, como a música da discoteca. Gostei muito, especialmente do fim. Sem dúvida o melhor conto que li da Sara Farinha até hoje.

Preguiça, de Carlos Silva
Um belo texto, actual e que fez, para mim, muito sentido, com uma pitada de sarcasmo que cai bem.

Desejos (Inveja), de Vítor Frazão
Gostei bastante do conto até chegar ao último parágrafo! Ficava bem sem ele, mas, ainda assim, a história perece-me imensamente incompleta.

Nada e Tudo (Avareza), de Pedro Cipriano
Texto hipotético, pouco empolgante e demasiado expositório. Não me aliciou.

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Abril 2014

Já há vários meses que não faço esta rubrica, talvez porque em Dezembro não li nenhuma BD e depois fui-me alienando um pouco do blog. Por isso aqui ficam as leituras aos quadradinhos, do meses de Janeiro a Abril de 2014:
Shadow Kiss (Academia de Vampiros 3), de Richelle Mead e Leigh Dragoon e Emma Vieceli
Para quem leu os livros da série, não é novidade que o terceiro é o mais emotivo e com mais desenvolvimento. Esta adapatação para novel gráfica foi bem conseguida e é uma alternativa a quem quiser seguir a série mas não quiser ler os livros. Como nos anteriores, os acontecimentos são mais apressados que no livro mas isso não é necessariamente mau. Infelizmente não achei que o momento mais marcante do livro (e da saga) fosse suficientemente bem explorado. Não teve tanto impacto como no livro mas isso talvez se deva, em parte, ao facto de eu já saber o que se ia suceder.

Toki Meca! 1, de Naoko  Takeuchi
Tinha lido os primeiros capítulos há uns anos atrás e embora não tivesse adorado, decidi voltar a pegar-lhe para terminar, pelo menos, o primeiro volume. E foi só mesmo isso que fiz. E até isso custou. História muito marada (não tenho outra palavra para a descrever), situações muito repetitivas e pouco desenvolvimento de personagens. Não me atraiu, de todo!

Running on Empty 1 e 2, de Kim Jea-Eun
Um manga shounen-ai (boys love) que é bastante fofo e que acaba por ter duas personagens interessantes, apesar de cair nos clichés do género e de ser um pouco abrutalhado no início. Gostei bastante do final.

Shinobi Life 11 a 13, de Shouko Konami
Acho que já aqui disse antes que gosto muito da arte deste manga e dos seus portagonistas. Estes foram os volumes finais e, apesar de eu esperara algo melhor para o desfecho, acabou por não ser mau de todo. As personagens tiveram o fim que mereceram e houve espaço para bastante desenvolvimento, especialmente do principal antagonista.

O Gato do Rabino, de Joann Sfar
O Gato Rabino contém três histórias que se sucedem de forma bastante espontânea. É uma obra cujo tema é bastante explícito: o judaísmo, e que é bem aproveitado neste formato, nestas personagens e nestas histórias.
Confesso que conheço pouco o povo, a religião e o estilo de vida judaico, mas isso não me impediu de desfrutar destas histórias; bem pelo contrário, acho que até ajudou.
As três histórias foram interessantes mas a minha favorita foi "O Malka dos Leões", talvez por ser a do ponto central, onde conhecemos a fundo as personagens e onde as suas acções têm as maiores consequências. A beleza da mensagem: amizade, auto-descoberta e esperança, também fez com que acabasse por ser a melhor.
No entanto há algo que me impediu de adorar esta BD e isso prende-se com as personagens. Apesar de ricas e bem adaptadas À história, a verdade é que não me liguei com nenhum dos humanos, apenas com o gato que, no final, me pareceu o mais humano, o menos quebrado. Acontece que todos os outros me pareceram um pouco fracos. Talvez mais humanos, certo, mas também mais difíceis de apoiar, especialmente na terceira história. A Zlabya foi, para mim, a menos agradável das personagens, talvez por ser a que menos é explorada, ou talvez por ter uma personalidade algo desagradável. Contudo também entendo que as personagens são fruto da época, e esta BD não decorre nos tempos modernos, daí que certas características sejam mais que compreensíveis.
Os desenhos funcionam lindamente, embora possa demorar um pouco que o leitor se habitue, especialmente porque o estilo não é coeso. o entanto esta falta de simetria é, aparentemente, propositada, e acaba por ter uma beleza muito própria, mesmo na sua mais visível deformidade. E porque não quero correr o risco de não fazer sentido, mantenham em mente que por vezes o desenho é muito realista, e noutras vinhetas este é o mais cartoonizado possível.
No geral é uma BD muito interessante, que vale a pena ler e que me proporcionou umas boas horas de leitura e reflexão.


Animal Jungle, de Nana Shiiba
Já tinha lido os primeiros dois capítulos e quis terminar o volume. É uma manga engraçado mas não me ficou na memória.

C-Blossom Case 729 vol. 2, de Harutoshi Fukui e Kayoko Shimotsuki
Tendo já lido o primeiro volume, quis terminar a série, lembrando-me que tinha até gostado do que lera antes. Neste segundo a história cai nas ciladas habituais, nos clichés, no entanto tem algumas cenas finais bastante bem conseguidas e por isso acabou por não ser mau. Não gosto de quando a protagonista precisa ser sempre salva e essa é uma das fraquezas do manga, mas o romance é fofinho.

Hikitateyaku no Koi, de Ako Shimaki
Tendo já lido alguns mangas desta artista, a arte é sempre uma das coisas que mais me agrada mas também as histórias românticas acabam por ser interessantes. Este volume é composto por várias histórias independentes cada qual com as suas personagens. Gostei, mas não adorei.

Happy Rush, de Tomomi Nagae
Gostei bastante deste manga,. apesar de alguns percalços pelo meio. O facto de as personagens terem vidas bastante rotineiras, jogou a seu favor, e adorei o facto de o final ficar totalmente em aberto, mas de uma forma que deixa o leitor satisfeito.

Hitomi de Watashi wo Tsukamaete, de Tomomi Nagae
Só li a primeira história deste volume mas gostei. Não foi nada de especial, mas também não foi particularmente mau.

Kisu, Shite Iidesuka...?, de Tomomi Nagae
Também aqui só li um capítulo e a ideia foi semelhante. Não desgostei, mas não amei. A arte é bonita mas a história podia ter mais desenvolvimento e novidade.

Neste momento estou a ler "Magi - The Labyrinthof Magic" e a gostar. Em breve falarei desse manga.

sábado, 10 de maio de 2014

::Autor:: João Barreiros

Biografia (via Goodreads):
João Barreiros, licenciado em filosofia e professor do ensino Secundário, nasceu a 31 de Julho de 1952, numa humilde cidade que em breve iria cair na Sombra dos grandes Antigos.
Quando se refez do choque, devorou milhares de títulos em todas as línguas a que conseguiu deitar mão, participou na feitura do Grande Ciclo do Filme de FC de 1984 patrocinado pela Cinemateca Portuguesa e Fundação Gulbenkian, escreveu dois vastos artigos para a Enciclopédia (hoje esgotada e objecto de culto para quem a conseguiu comprar).
Dirigiu duas efémeras colecções para as Editoras Gradiva (Col. Contacto) e Clássica (Col. Limites) que o público português resolveu esquecer (pior para ele), publicou um vasto romance de quase 600 páginas com a discreta ajuda de Luis Filipe Silva (de seu nome "Terrarium"), precedido por uma colectânea de contos que chegou a perturbar algumas almas mais sensíveis (O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias).
Anos mais tarde dedicou-se à história alternativa (A Verdadeira Invasão dos Marcianos) que mereceu edição espanhola e simpáticas criticas no jornal El País.
Em 2006, a editora Livros de Areia dedicou-lhe um chapbook com a publicação de uma das suas novelas “malditas”: "Disney no Céu Entre os Dumbos".


Livros que li do autor:
Brinca Comigo! (conto in Brinca Comigo!) - Opinião
Se Acordar antes de Morrer (conto) - Opinião
Um dia com Júlia na Necrosfera, parte 1 (conto in Dagon 1) - Opinião
A Verdadeira Invasão dos Marcianos - Opinião
O Turno da Noite (conto in Bang 10!) - Opinião
Mais do Mesmo (conto in Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa) - Opinião
Tratado das Paixões Mecânicas (conto in Lisboa no Ano 2000) - Opinião
Chamem-nos Legião (conto in Lisboa no Ano 2000) - opinião
Sincronicidade (conto in Linhas Cruzadas) - Opinião

Livros editados em Português:
2 fábulas tecnocráticas (compilação, 1977)
O caçador de brinquedos e outras histórias, Editorial Caminho (1994)
Terrarium, Editorial Caminho (1996)
Efeitos Secundários, Simetria (1997)
Pecar a Sete, Simetria (1999)
Linhas Cruzadas - Uma Antologia de Contos PT, Portugal Telecom (2000)
Como Era Gostosa a Minha Alienígena!, Ano-Luz (2000)
A verdadeira invasão dos marcianos, Editorial Presença (2004)
Disney no céu entre os Dumbos, Livros de Areia (2006) 
A Sombra Sobre Lisboa, Saída de Emergência (2006)
Contos de Terror do Homem-Peixe, Edições Chimpanzé Intelectual (2007)
A bondade dos estranhos: Projecto Candyman, Edições Chipanzé Intelectual (2008)
Brinca Comigo!, Atelier Escritorio Editora (2009)
Dagon 1 (2009)
Imaginários 2, Editora Draco (2009) 
Se acordar antes de morrer (compilação, 2010)
Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa, Saída de Emergência (2011)
Bang! 13 (2012)
Almanaque Steampunk (2012)
Lisboa no Ano 2000 – Uma Antologia Assombrosa Sobre uma Cidade que Nunca Existiu , Saída de Emergência (2013)
Almanaque Steampunk 2 (2013)
Lusitânia 2 (2013)
O Encantador de Bombas, Smashwords (2015)
O Saque da Lampeduza, Smashwords (2015)
O Coração é um Predador Solitário, Smashwords (2015)

A visitar: Autor na Wikipedia, Goodreads do Autor

::Autor:: Edgar Allan Poe

Biografia (via Wikipedia):
Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, 19 de Janeiro de 1809 - Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário americano, fez parte do movimento romântico americano. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos sendo considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido a tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difícil. Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth.

Livros que li do autor:
Histórias Extraordinárias I - Opinião
Histórias Extraordinárias II - Opinião

A visitar: Site dedicado ao Autor, Autor na Wikipedia, Autor no Goodreads,

::Autor:: Arthur Conan Doyle

Biografia (via Wikipedia):
Sir Arthur Ignatius Conan Doyle DL (Edimburgo, 22 de maio de 1859 — Crowborough, 7 de julho de 19301 ) foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes2 , consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção. Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth.

Livros que li do autor:
Memórias de Sherlock Holmes 1 - Opinião
Regresso de Sherlock Holmes 1 - Opinião

A visitar: Autor na Wikipedia, Autor no Goodreads,

::Autor:: Luís Filipe Silva

Biografia (via Saída de Emergência):
Luís Filipe Silva foi galardoado em 1991 com o prémio Caminho de Ficção Científica pela colectânea O Futuro à Janela. É autor do Ciclo da GalxMente, composto à data pelos romances Cidade de Carne e Vinganças, e colaborou com João Barreiros no "Terrarium" - Um Romance em Mosaicos.
Tem contos publicados em diversas revistas e jornais nacionais, bem como em Espanha, Brasil e Sérvia, e na antologia luso-americana «Breaking Windows». Colaborou na área do Fantástico como crítico literário no Diário de Notícias, como editor de romances na Devir e como organizador nos Encontros de FC&F da Associação Simetria.
É também organizador de uma tertúlia de leitura de textos literários. Nos últimos anos tem mantido uma presença assídua na internet, onde publicou uma revista por email («Eventos») que se transformou no actual site TecnoFantasia.com.

Livros que li do autor:
Não é que ignoras o motivo da tua queda mas o que pensas saber (conto in Brinca Comigo!) - Opinião
A Casa de um Homem (conto in Imaginários 2) - Opinião
Dormindo com o Inimigo (conto in Dagon 1) - Opinião
O Futuro à Janela - Opinião
Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa - Opinião
Sonhos de Planetas e Estrelas (conto in Linhas Cruzadas) - Opinião

Livros editados em Português:
O Futuro à Janela, Editorial Caminho (1991)
A GalxMente I — Cidade da Carne, Editorial Caminho (1993)
A GalxMente II — Vinganças, Editorial Caminho (1993)
Terrarium, Editorial Caminho (1996)
Efeitos Secundários, Simetria (1997)
Linhas Cruzadas - Uma Antologia de Contos PT, Portugal Telecom (2000)
Como Era Gostosa a Minha Alienígena!, Ano-Luz (2000)
A Sombra Sobre Lisboa, Saída de Emergência (2006)
Ficções Científicas e Fantásticas, Edições Chimpanzé Intelectual (2007)
Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007)
Brinca Comigo!, Atelier Escritorio Editora (2009)
Imaginários 2, Editora Draco (2009)
Vaporpunk, Editora Draco (2010)
Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa, Saída de Emergência (2011)
Vollüspa, HM Editora (2012)
Trëma 1, EuEdito (2012)

A visitar: Blog do Autor, Autor na Ficção Online,

::Autor:: Manuel Alves

Biografia (via Goodreads):
O autor só fala de si mesmo na terceira pessoa quando tem de falar do autor ou, é claro, quando pratica a extraordinária arte da feitiçaria imaginativa — há quem lhe chame Escrita. Se houvesse na minha vida lugar para gatos, teria dois e um seria um Gremlin disfarçado. Tenho um furão e uma hiena — ambos imaginários.

Livros que li do autor:
Zé (conto in Antologia de Ficção Científica Fantasporto) - Opinião
A Invenção de um Conto de Fadas - Opinião
Lili (Lili 1) - Opinião
Lili e o Natal no Fundo da Caixa (Lili 2)


Livros editados em Português:
International Speculative Fiction #5
Celacanto nº1 - Ecozine sobre o Albatro,  Qual Albatroz (2009)
Zona Zero, Associação Tentáculo (2009)
Zona Negra, Associação Tentáculo (2009)
Zona Fantástic, Associação Tentáculo (2010)
Zona Gráfica Volume I, Associação Tentáculo (2010)
Zona Negra, Associação Tentáculo (2010)
Zona Monstr, Associação Tentáculo (2011)
Antologia de Ficção Científica Fantasporto, Edições Asa (2012)
Almanaque Steampunk 2012, EuEdito (2012)
Zona Desenh, Associação Tentáculo (2012)
Legado Vermelho, Smashwords (2012)
Z, Smashwords (2012)
Coração Atómico, Smashwords (2012)
Orin, Smashwords (2012)
A invenção de um conto de fadas, Smashwords (2013)
Perguntas-me?, Smashwords (2013)
Tecendo Nós, Smashwords (2013)
Lili, Smashwords (2013)
Equador Morto, Smashwords (2013)
VÉNUS 12, Smashwords (2013)
O Natal no Fundo da Caixa, Smashwords (2013)
Terra Fria, Smashwords (2014)
Celacanto nº 3 - Ecozine sobre o Golfinho, Qual Albatroz (2014)
A Cativa, Smashwords (2014)

A visitar: Site Oficial do Autor, Facebook do Autor, Twitter do Autor, Goodreads do Autor, Manuel Alves no Smashwords

::Autor:: Vitor Frazão

Biografia (via Fantasy & Co):
Arqueólogo nascido em 1985, gosta de escrever fora da sua área de formação. Autor de “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo” e de vários contos de dark fantasy.

Livros que li do autor:
A Vingança do Lobo - Opinião
Mundos em Mundos (conto in Fénix 2) - Opinião
O Farol (conto) - Opinião
Amor Perfeito (conto in O Legado de Eros) - Opinião
Se uma Árvore cai na Floresta (conto in Antologia Halloween)- Opinião
Desejos (conto in 7 Pecados) - Opinião
Sinais (conto in Comandante Serralves - Despojos de Guerra) - Opinião
Crónicas Obscuras - A despedida (conto in Conto Fantástico 3) - Opinião

Livros editados em Português:
A Vingança do Lobo, Chiado Editora (2009)
NanoZine 2 (2011)
NanoZine 5 (2012)
NanoZine 6 (2012)
Posso Ficar com ele?, Editora Draco (2012)
Dragões, Editora Draco (2013)
NanoZine 8 (2013)
Fénix 2 (2013)
Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume I (2013)
Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume II (2013)
Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume III (2013)
Comandante Serralves - Despojos de Guerra, Imaginauta (2014)

A visitar: Blog do Autor, Goodreads do Autor, Fantasy & Co (projecto de autores de fantasia e FC)

::Autor:: Suzanne Collins

Biografia (via Wook):
Suzanne Collins é autora de literatura infantojuvenil e argumentista de programas televisivos infantis, nomeadamente para a Nickelodeon. O primeiro volume da trilogia, Os Jogos da Fome, esteve no top de bestsellers de diversos jornais e revistas norte-americanos durante várias semanas consecutivas e foi considerado o melhor livro de ficção infantojuvenil no ano da sua publicação pela Publishers Weekly e pelo The New York Times. O segundo volume, Em Chamas, esteve 50 semanas consecutivas na lista de bestsellers deste jornal e foi traduzido em 32 idiomas.

Livros que li da autora:
Os Jogos da Fome (Jogos da Fome 1) - Opinião
Em Chamas (Jogos da Fome 2) - Opinião
A Revolta (Jogos da Fome 3) - Opinião

Livros editados em Português:
Os Jogos da Fome (Jogos da Fome 1), Editorial Presença (2009)
Em Chamas (Jogos da Fome 2), Editorial Presença (2010)
A Revolta (Jogos da Fome 3), Editorial Presença (2011)

A visitar: Site Oficial da Autora, Facebook da Autora, Goodreads da Autora, Editorial Presença (editora portuguesa),

::Autor:: J. R. Ward

Biografia (via Quinta Essência):
J. R. WARD é a autora dos romances da Irmandade da Adaga Negra e da série Anjos Caídos, agora publicada na Quinta Essência. Foi galardoada com o prestigiado Romance Writers of America RITA Award para Melhor Romance Paranormal, tendo sido ainda nomeada várias vezes para o RITA.Vive no Sul dos Estados Unidos com o seu marido incrivelmente generoso e o seu amado golden retriever. Depois de se ter formado em Direito, começou a sua vida profissional na área da saúde, em Boston, tendo passado muitos anos como chefe de equipa de um dos centros clínicos do país.
A autora é ainda conhecida por usar o pseudónimo Jessica Bird.

Livros que li da autora:
Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra 1) - Opinião
Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra 2) - Opinião
Na Sombra do Pecado(Irmandade da Adaga Negra 3) - Opinião

Wrath and teh Letter Opener (conto) - Opinião
Movie Night (conto) - Opinião
Na Sombra do Desejo (Irmandade da Adaga Negra 4) - Opinião
Na Sombra do Sonho (Irmandade da Adaga Negra 5) - Opinião
In the Nature of Phury (conto) - Opinião
Na Sombra do Amor (Irmandade da Adaga Negra 6) - Opinião
Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra 7) - Opinião
Na Sombra do Destino (Irmandade da Adaga Negra 8) - Opinião

Livros editados em Português:
Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra 1), Casa das Letras (2009)
Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra 2), Casa das Letras (2010)
Na Sombra do Pecado(Irmandade da Adaga Negra 3), Casa das Letras (2010)
Na Sombra do Desejo (Irmandade da Adaga Negra 4), Casa das Letras (2011)
Cobiça (Anjos Caídos 1), Quinta Essência (2011)
Na Sombra do Sonho (Irmandade da Adaga Negra 5), Casa das Letras (2011)
Desejo (Anjos Caídos 2), Quinta Essência (2011) 
Na Sombra do Amor (Irmandade da Adaga Negra 6), Casa das Letras (2012)
Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra 7), Casa das Letras (2012)
Inveja (Anjos Caídos 3), Quinta Essência (2012)  
Diz-me Quem És, Quinta Essência (2012), escreve como Jessica Bird
Na Sombra do Destino (Irmandade da Adaga Negra 8), Casa das Letras (2013)
Na Sombra do Perigo (Irmandade da Adaga Negra 9), Casa das Letras (2013)
Êxtase (Anjos Caídos 4), Quinta Essência (2013)   
Na Sombra da Vida (Irmandade da Adaga Negra 10) , Casa das Letras (2014)
Na Sombra da Paixão (Irmandade da Adaga Negra 11) , Casa das Letras (2014)
Possessão (Anjos Caídos 5), Quinta Essência (2014)
O Rei (Irmandade da Adaga Negra 12) , Casa das Letras (2015)

A visitar: Site Oficial da Autora, Facebook da Autora, Goodreads da Autora, Casa das Letras (editora portuguesa), Quinta Essência (editora portuguesa) Irmandade da Adaga Negra Portugal

::Autor:: Nalini Singh

Biografia (via Wook):
Nalini Singh tem a paixão da escrita. Embora tenha viajado dos desertos da China aos templos do Japão, é a viagem da imaginação que a fascina. Está encantada por realizar o seu sonho enquanto escritora. Nalini vive e trabalha na bela Nova Zelândia e assume-se viciada em livros, chocolate e viagens.

Livros que li do autor:
Slave to Sensation (Psy-Changeling 1) - Opinião
Visions of Heat (Psy-Changeling 2) - Opinião
The Cannibal Princess (conto) - Opinião
Caressed by Ice (Psy-Changeling 3) - Opinião 
Mine to Possess (Psy-Changeling 4) - Opinião
Hostage to Pleasure (Psy-Changeling 5) - Opinião

Livros editados em Português:
Sangue de Anjo (Guild Hunter 1), Casa das Letras (2011)

A visitar: Site Oficial da Autora, Facebook da Autora, Goodreads da Autora, Casa das Letras (editora portuguesa),

::Autor:: Marissa Meyer

Biografia (via Wook):
Marissa Meyer vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos. É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly e organiza a biblioteca por cores. Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não. Cinder é o seu primeiro romance.

Livros que li da autora:
Cinder (The Lunar Chronicles 1) - Opinião
Scarlet (The Lunar Chronicles 2) - Opinião
Cress (The Lunar Chronicles 2) - Opinião
Carswell's Guide to being lucky - Opinião Vídeo

Livros editados em Português:
Cinder (Crónicas Lunares 1), Editorial Planeta (2012)
Scarlet (Crónicas Lunares 2) , Editorial Planeta (2013)

A visitar: Site Oficial da Autora, Facebook da Autora, Twitter da Autora, Autora no Goodreads,Planeta (editora portuguesa),

::Autor:: James Dasnher

Biografia (via Presença):
James Dashner nasceu no estado norte-americano da Georgia em 1972. Concluiu a sua licenciatura na Brigham Young University e em 2003 publicou o seu primeiro livro, A Door in the Woods. É também autor, entre outros títulos, da série The 13th Reality, publicada entre 2008 e 2010. O primeiro volume da série Maze Runner foi considerado pela revista Kirkus um dos melhores livros juvenis de 2009 e já vendeu perto de um milhão de exemplares.

Livros que li do autor:
Correr ou Morrer  (The Maze Runner 1)- Opinião
Provas de Fogo (The Maze Runner 2) - Opinião
The Death Cure (The Maze Runner 3) - Opinião

Livros editados em Português:
Maze Runner - Correr ou Morrer, Presença (2012)
Maze Runner - Provas de Fogo, Presença (2013)
Maze Runner - A Cura Mortal , Presença (2014)

A visitar: Site Oficial do Autor, Facebook do Autor, Twitter do Autor, Presença (editora portuguesa), The Maze Runner PortugalThe Maze Runner no IMDB,

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Clube de Leitura de Braga - Maio 2014

Este sábado, dia 3 de Maio de 2014, o Clube de Leitura de Braga volta a reunir-se. Desta vez o livro em discussão é "No País das Porcas-Saras" da Fernando Évora.

Começam às 15 horas, na Bertrand do Liberdade Street Fashion, no centro da cidade de Braga. Eu não poderei estar presente mas convido-vos a aparecerem e juntar-se ao grupo. 

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails