sábado, 29 de dezembro de 2012

Compras e Ofertas - Novembro e Dezembro 2012

No início deste mês esqueci-me completamente de fazer a habitual lista de aquisições, por isso agora que o ano está a chegar ao fim, compilo as compras e ofertas dos últimos dois meses.
Comportei-me, como tem sido hábito nos últimos meses, embora tenha feito várias compras durante o Fórum Fantástico (quando fui também apresentar a antologia "Lisboa no Ano 2000"), as restantes adições à minha 'biblioteca' foram muito singelas.


Ficção:
- A Nação, Terry Pratchett;
- Não Sou Um Serial Killer, Dan Wells;
- Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft - Volume 1, H.P. Lovecraft;
- Os Transparentes, Ondjaki;

Não-Ficção:
- Larousse Enciclopédia Moderna 1;
- Larousse Enciclopédia Moderna 2;
- Publishing E-Books for Dummies, Ali Luke;

Ebook:
- Wool, de Hugh Howey;
- The United States of Air - a Satire that Mocks the War on Terror, de  J.M. Porup;
- Crafting Unforgettable Characters, de K.M. Weiland;
- The Secrets to Ebook Publishing Success, de Mark Coker;
- É Preciso Calar o Monólogo, de Victor Domingos;
- Questing Beast, de Ilona Andrews;
- The Zombies of Mesmer, de O.M. Grey;
- Avalon Revisited, de O.M. Grey;
- Recetas para Sanar tu Corazon: Principios simples para vivir la vida, de Hector Williams Zorrilla;

Banda Desenhada:
- O Baile, de Nuno Duarte e Joana Afonso;
- Naruto 5, Masashi Kishimoto;

Fanzines:
- Lusitânia 1;
- Dagon 2;
- Dagon 3;
- ISF - International Speculative Fiction 1;
- Nanozine 7;
- Trëma 1;

Ofertas:
- Lisboa no Ano 2000, vários autores (inclui um conto meu);
- Inverso, de L.C. Lavado (ganho num passatempo promovido pela autora);
- Truques e Segredos das Nossas Avós, de Nicolas Priou (oferta Círculo de Leitores);

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fahrenheit 451

"Fahrenheit 451", de Ray Bradbury (Colecção Mil-Folhas)


Sinopse:
O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos... Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer... De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante.

Opinião:
Este pequeno livro agarrou-me desde as primeiras páginas e é daqueles que permitem que se diga que para se ter uma grande história, não se precisa de um livro grande.


A premissa para este livro é fabulosa (tal como era a do 1984, embora sejam diferentes) e o autor explorou este mundo futuro de uma forma intuitiva, guiando o leitor sem o assoberbar, mas dando-lhe a conhecer (subtilmente) tudo o que era necessário saber e perceber deste mundo distópico. 
O enredo em si é também muito volátil, com excelentes voltas e deixando sempre o leitor na expectativa (mesmo quanto ao final que foi fabuloso!).


As personagens não são o ponto forte do livro, mas também não são o seu ponto fraco. Tal como aconteceu com o 1984 (do George Orwell) pareceu-me que as personagens não eram 'seres' mas sim 'tipos de seres' que a sociedade em si suportava de forma autónoma. Ou seja, não me relacionei com as pessoas em si, mas com a ideia dessas pessoas e as suas crenças. Não sei se me estou a fazer entender, mas foi este o sentimento que ficou.


A prosa em si é bastante competente e o autor consegue mostrar  este futuro, sem necessitar de debitar informação como se não houvesse amanhã. A forma como ele integra quase todas as informações na acção, é muito boa e manteve-me agarrada ao livro. 
Para mim, o único senão do livro prende-se com os diálogos, que me soaram muito forçados e filosóficos. O que contrastava imenso com a prosa e fazia com que as conversas não fossem tão brilhantes como o resto do livro.


Em suma, este é um pequeno grande livro que deve ser lido por todos, especialmente os que gostam de livros. Foi um pouco assustador perceber como certas coisas contadas no livro, quase se traduzem para a nossa realidade. Dá que pensar.
E embora, neste artigo, eu mencione algumas vezes o 1984 do George Orwell, acreditem que não basta ler um. São bastante diferentes, embora no fundo, no fundo, também sejam bastante semelhantes. Ambos retratam uma sociedade futurista onde os pensamentos e acções das pessoas são controladas, embora o de George Orwell seja bastante mais cruel. O que quero dizer é: Leiam os dois!

Tradução, Capa, Design e Edição:
A tradução está muito bem conseguida, tanto quanto consegui perceber. A capa é bastante genérica mas não deixa de ser representativa e, permitam-me um à parte mas, quem me dera na altura ter feito a Colecção Mil-Folhas ... Tantos livros bons com uma edição competente.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

"Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", de George Orwell (Antígona)

Sinopse:
Segundo Orwell, «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro» é uma sátira, onde aliás se detecta inspiração swifteana. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento, não pretendendo ser a «profecia» de coisa nenhuma.

Opinião:
Quando me preparo para ler um clássico, há um certo nível de expectativa sempre presente. No caso de "1984", por ser bastante falado e por quase toda a gente que conheço ter gostado muito dele, ainda mais isso aconteceu. Felizmente foi um daqueles casos em que a opinião da maioria se confirmou.

O enredo é envolvente, muito detalhado mas sem chegar a ser aborrecido, com cenas maravilhosas que fazem o leitor parar e pensar. As peculiaridades do mundo de "1984" são apresentadas de modo gradual, de forma a que o leitor chegue ao final com uma compreensão profunda do que se passa e de como esse mundo funciona, E é impossível não ser 'tocado' por ele, pensar nele, reflectir sobre ele.
A história tem várias reviravoltas e mantém o leitor sempre na expectativa. E aquele final ... sem palavras.
A única coisa que não gostei foi da parte em que o protagonista está a ler um livro e o livro é todo apresentado ao leitor, em texto corrido, num despejo de informação que quase foi demais.

A nível de personagens, posso dizer que não temos 'pessoas' mas 'tipos de pessoas'. Cada personagem representa um tipo de pessoa diferente, uma forma distinta de enfrentar o mundo, e dessa forma o leitor pode ver e compreender melhor o mundo em si. O autor permite-nos entrar na mente das personagens e pensar como elas, perceber as suas motivações, talvez até mesmo, deixar que elas nos influenciem de alguma forma, como fazem umas às outras.

A escrita está belíssima. Há clássicos que são maçudos, mas "1984" não é um deles. Fora a situação que mencionei anteriormente (do livro que despeja informação) todo o restante está muito bem escrito, na dose certa de informação e desenvolvimento, com uma escrita que merece a atenção do leitor. Até mesmo as deixas mais filosóficas chegam a ser brilhantes.

Em suma, este é um livro que merece sem dúvida o cunho de clássico. Um livro que faz o leitor pensar, reflectir e talvez até mesmo questionar certas coisas que acontecem hoje em dia. Uma história que não só não perdeu impacto com o passar do tempo, como ganhou. Vale a pena!

Tradução, Capa, Design e Edição:
A tradução está muito boa, embora eu não tenha lido a versão original, não notei qualquer tipo de linguagem que me incomodasse.
Gosto muito da capa da edição que tenho (no topo) e prefiro-a às mais recentes. É chamativa e representativa. Quanto ao design, está muito simples, mas bem conseguida.

Nota: A próxima leitura do Clube de Leitura de Braga será "Os Transparentes" de Ondjaki.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Men of the Otherworld

"Men of the Otherworld (Otherworld Stories I)", de Kelley Armstrong (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (inglês):
As a curious six-year-old, Clayton didn't resist the bite - he asked for it. But surviving as a lone child-werewolf was more than he could manage - until Jeremy came along, taught him how to straddle the human-werewolf worlds...and introduced him to the Pack. So begins this tantalizing volume featuring three of the most intriguing members of the American Pack - a hierarchical founding family where bloodlines mean everythinga and each day presents a new, thrilling, and often deadly challenge. For as Clayton grows from a wild child to a clever teen who tests his mentor at every turn, he must learn not only to control his animal instincts but to navigate Pack politics - including showing his brutal archnemesis who the real Alpha is...

Opinião (audiolivro):
Tendo já lido uma pequena BD da autora (Becoming), passada no mesmo mundo que este "Men of the Otherworld", eu esperava algo que me entretivesse e não saí desapontada.

Este livro é uma espécie de antologia, ou melhor, uma junção de vários episódios marcantes na vida de Jeremy, mas ainda mais na vida de Clayton, que acaba por ser o protagonista durante grande parte to livro.

A história está bem encadeada. Embora a primeira e a última história sejam um pouco afastadas das restantes, dão-nos um ponto de partida (no caso da primeira) e a expectativa de algo mais (no caso da última), além de uma melhor visão do Jeremy enquanto protagonista.
As restantes histórias acontecem no espaço de 15-20 anos, e é Calyton que se torna no protagonista. A forma como a autora escreveu estas histórias, permite ao leitor, não só conhecer Clayton, como todos os que o rodeiam, assim como ficamos com uma ideia muito clara sobre o mundo dos lobisomens. A autora transmitiu a informação aos poucos, através da acção e não por extensas explicações, o que foi muito apreciado.

A nível de personagens, devo dizer que adorei todos os homens, mesmo os maus, mas a nível de mulheres, as poucas que apareceram pouco mais foram do que objectos sexuais. Mas o livro chama-se "Men ..." por isso essa falha está parcialmente desculpada.
A autora caracterizou muito bem as personagens através das suas acções, das suas atitudes e dos seus silêncios. Os meus favoritos oram o Clayton e o Jeremy, como não podia deixar de ser.

A prosa da autora é simples mas muito apelativa. mantendo o leitor agarrado à história. Adorei a forma como ela usou os cinco sentidos para imergir o leitor na história e as descrições dela cativavam-me. Outra coisa que adorei na sua escrita foi a forma como conseguiu retratar a inocência e o medo da infância (no caso de Clayton). O mundo que ela apresenta, embora apenas nos seja mostrado parcialmente e seja muito focado nos lobisomens, é muito interessante.

Em suma, este livro deixou-me ainda com mais vontade de ler "Bitten", o primeiro livro da série "Women of the Otherworld". Com excelentes personagens, uma boa história e uma escrita cativante, Kelley Armstrong surpreendeu-me. Não é um livro perfeito, nem uma obra literária de grande beleza, mas entreteve-me bem e era isso que esperava dele.

Narração (Charles Leggett):
A voz de Charles Leggett fascinou-me. Sem dúvida um dos melhores narradores (se não mesmo o melhor) que ouvi até agora. Ele conseguia dar uma voz única a cada homem da história, e eles eram muitos.  Este audiolivro está recomendadíssimo!
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fórum Fantástico – Como foi?

[Este post está também no blog Caneta, Papel e Lápis]
Nos últimos dias tenho andado sumida da internet pelas mais variadas razões, mas a mais interessante desculpa, foi a minha ida a Lisboa, no passado sábado (24/11) para o Fórum Fantástico.
Cartaz do Fórum Fantástico 2012
Foi um dia fantástico! Não a nível de transportes, que isso foi uma desgraça, mas de resto foi muito bom. Conheci muita gente nova (muitas das quais com que já falava pela internet, seja pelo facebook, pelos blogs ou pelo twitter) e todos foram muito simpáticos e me receberam muito bem. Obrigada a todos!
O próprio evento correu muito bem. Quando cheguei, o workshop de escrita criativa estava a chegar ao fim, com o Bruno Martins Soares, o João Barreiros, a Madalena Santos. Infelizmente não tive oportunidade de apreciar este primeiro programa.
De tarde houve lugar para a apresentação de 3 projectos/revistas: Trëma, Lusitânia e Almanaque Steampunk (Clockwork Portugal) e todos correram muito bem, com vários elementos da organização de cada projecto a falarem das motivações dos mesmos e dos seus conteúdos. Tudo projectos muito interessantes (e eu tenho já os três resultados para ler).  Depois disto foi a vez das curtas-metragens, documentários e de um livro de Vanessa Fidalgo, “Histórias de um Portugal Assombrado“. Tenho de admitir que adorei a curta-metragem “Conto do Vento“, lindíssima! E também gostava de ver avançar o projecto Lendas em Série.
De seguida passaram às sugestões de leitura (e as sugestões de não-leitura), dadas por Artur Coelho, João Barreiros e João Campos. Fiquei com alguns assinalados para ler.
Dan Wells foi o convidado seguinte e o autor mostrou-se um grande orador (vi pessoas com muito jeito para falar em público no FF, coisa que eu não possuo). E os louvores aos livros foram tantos, além da energia do autor, que no fim tive de comprar “Não sou um Serial Killer“, autografado.
Por fim, mas não por ser menos importante, foi a vez do lançamento de “Lisboa no Ano 2000“, a antologia das Edições Saída de Emergência onde tenho um conto.
Fui convidada a fazer parte do grupo de apresentação e imaginem-me, nervosíssima antes, durante e depois da apresentação. É que, como disse aqui no blog, não contava ir ao ‘palco’, mas quando a Safaa Dib me convidou, não consegui dizer que não. Não se diz que não a estas coisas (que podem não voltar a acontecer, embora eu espere que seja a primeira de muita, e não porque gostasse da experiência – ai os nervos! – mas porque seria bom sinal).
Como não havia espaço, na mesa de apresentações, para todos os autores, eu, o João Ventura, o Luís Corte-Real, o João Barreiros, o Jorge Palinhos e o Telmo Marçal lá fomos.
Apresentação de “Lisboa no Ano 2000″, foto de Luís Rodrigues
E só para verem como estava nervosa, basta olharem para as minhas mãos. Vêem a caneta? Foi a maneira de eu me distrair. Não fui feita para falar para mais que cinco pessoas ao mesmo tempo. Não é por acaso que quando, no secundário, tive de defender a minha PAP (em público) fiquei tão stressada que me senti mal e tive de parar a meio. Tenho dito!
Mas desta vez nem correu muito mal porque o holofote não estava em mim. O Luís Corte-Real e o João Barreiros é que falaram mais (e ainda bem).
No fim todos os autores presentes (e éramos 11 ou 12) se sentaram na fila da frente e deram autógrafos a quem quis comprar a antologia. E desde já agradeço a todos os que por lá passaram. Foi um gosto conhecer-vos! E por favor não estranhem se as minhas dedicatórias forem muito bizarras e a minha assinatura for diferente de livro para livro, é que eu não pensei nisso antes, e quando os livros me chegavam às mãos, eu não sabia o que havia de colocar nas dedicatória. E como queria que fossem todas diferente e não queria atrasar a fila, imaginem as barbaridades que dali devem ter saído. Por isso, desculpem se escrevi algo que não faz sentido a mais ninguém senão a mim.
Como percebem, foi um dia em grande, não só pelo lançamento da antologia, mas especialmente pelo convívio. pelas pessoas que conheci e as que revi. Obrigada a todos! Vocês foram fabulosos! E desculpem lá qualquer coisinha.
Nota: Embora a antologia “Lisboa Electropunk” tenha sido vendida no Fórum Fantástico, só será lançada para o mercado (livrarias) no início de 2013.  Para os que compraram no FF, fico a aguardar feedback do meu conto, “Electro-Dependência” e do livro no geral. Espero que gostem muito!
Nota 2: Os meus parabéns à organização do Fórum Fantástico, fiquei com vontade de ficar mais um dia e espero para o ano que vem voltar lá.
Nota 3: Foi anunciado, em primeira mão, pelo Luís Corte-Real, qual será a antologia que a Saída de Emergência lançará em 2013: “Pul Fiction 2” e esta incluíra tanto contos portugueses como brasileiros, para um lançamento conjunto no Brasil. Comecem já a preparar os vossos contos de Pulp Fiction. O regulamento deverá ser lançado ainda este ano.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Eon - Dragoneye Reborn

"Dragoneye Reborn (Eon 1)", de Alison Goodman (ainda não publicado em Portugal)


Sinopse (inglês):
Sixteen-year-old Eon has a dream, and a mission. For years, he's been studying sword-work and magic, toward one end. He and his master hope that he will be chosen as a Dragoneye-an apprentice to one of the twelve energy dragons of good fortune.
But Eon has a dangerous secret. He is actually Eona, a sixteen-year-old girl who has been masquerading as a twelve-year-old boy. Females are forbidden to use Dragon Magic; if anyone discovers she has been hiding in plain sight, her death is assured.
When Eon's secret threatens to come to light, she and her allies are plunged into grave danger and a deadly struggle for the Imperial throne. Eon must find the strength and inner power to battle those who want to take her magic...and her life.


Nota: Este livro pode ser encontrado com três títulos diferente: "The Two Pearls of Wisdom". "DragonEye Reborn" e "Eon", mas é mais conhecido como "Eon" (o nome da saga)

Opinião (audiobook):
"Eon - DragonEye Reborn" é um daqueles livros cujo início nos testa a paciência, mas cujo final faz valer a pena.No entanto é-me difícil decidir se simplesmente gostei do livro, ou se gostei muito. Isto porque o livro se arrastou desnecessariamente durante a primeira parte (uma primeira parte muito grande).

Em termos de história, temos uma trama intensa, com muitas raízes e diversificada. Não é de todo imprevisível mas a forma como a autora encadeia a acção torna irrelevante o facto de o leitor lhe adivinhar certas cenas-chave.
No entanto, uma coisa que me dificultou a ligação à história no início, foi o Eon, isto porque esta é uma personagem que é oposto de tudo o que as pessoas acreditam que ele é, ou melhor, é oposto de tudo o que teria de ser para suceder, e ainda assim sucede. Senão vejamos: Eon tem 16 anos, quando deveria ter (obrigatoriamente) 12, é uma rapariga quando deveria ser (obrigatoriamente) um rapaz, e ainda por cima tem uma deficiência motora quando não o poderia ser pois tais pessoas são inaceitáveis na sociedade do livro.
Como leitora achei isto altamente inverossímil. Até aceitaria 2 destes quebra-regras, e isso já seria esticar a corda. Um seria mais que suficiente, mas a autora decidiu usar as três ferramentas e isso fez com que só no final eu conseguisse ligar-me ao/à Eon/Eona. Quando temos demasiadas razões para ter 'pena' de um protagonista, acabamos por ter a reacção contrária.

Por outro lado, o mundo que Alison Goodman nos apresenta é extremamente rico, extremamente interessante e é impossível não ter vontade de o visitar. Está explorado de forma subliminar e exemplificado neste primeiro livro e espero que no segundo ainda melhor o esteja. Para fãs da cultura oriental, este livro será um mimo. No entanto as belas descrições são por vezes exageradamente minuciosas, chegando a ser aborrecidas.
Por outro lado, adorei o facto de a autora não ter medo de tocar em temas que raramente vejo retratados em livro, e especialmente tanto juntos. Temos eunucos, transsexuais, deficientes físicos, entre outras coisas. E acreditem que o faz de forma muito interessante.

A nível de personagens, o livro também é extremamente rico. Não houve nenhum pelo qual não me interessasse e guardo-os todos na memória. As personagens estão muito bem expostas e exploradas, de forma gradual e cada qual com o nível de intensidade que a sua função (no livro) requer. Assim, podem ter a certeza que se a autora gasta tempo a apresentar uma personagem, é porque mais tarde ou mais cedo a vai usar para algo importante.
As minhas personagens favoritas foram: Ryko, Lady Dela, o Chart e a Rilla, assim como o príncipe Kygo. Mais no final, também Eona me cativou, mas só mesmo no final, pois no resto do livro irritou-me solenemente este/a protagonista, tanto pela sua estupidez como dependência no seu mestre.

Quanto a prosa (eu li/ouvi em inglês), gostei bastante, mas achei a primeira parte excessivamente morosa e algumas descrições exageradas. Alison Goodman queria mostrar-nos tudo o que imaginou, e com isso exagerou. Às vezes a planta arquitectónica do palácio parecia mais importante que a intriga palaciana (só para dar um exemplo) e isso distraía o leitor.
Outra coisa que não gostei particularmente, foi a forma como a autora decidiu dar-nos a descrição física de Eon/Eona. Sendo que o livro está contado na 1ª pessoa, decidiu pôr a personagem em frente a um espelho para nos dizer como era a sua aparência física. Isso não se faz! É das coisas mais clichés de todos os tempos.
Fora isto, o livro está muito bom, no entanto há que suportar a primeira parte, para então chegar ao bom. Não é que na primeira parte não aconteçam coisas interessantes, porque acontecem muitas, mas como estamos a ser introduzidos num novo mundo, isso toma um pouco o papel principal. E num livro com mais de 600 páginas, a primeira parte, como devem imaginar, é muito grande.

Em suma, "Eon - DragonEyes Reborn" é um livro que começa ameno e depois se torna em algo muito bom. Com excelentes personagens, um mundo fabuloso e uma história intrigante, fica a vontade de ler o segundo e último livro desta duologia (que pelos vistos é ainda maior).


Narração (Nancy Wu):
Embora a narração de Nancy Wu não seja má de todo, de início custou-me habituar, especialmente quando personagens masculinas entravam em cena. Mas depois de alguns capítulos já estava mais integrada na narração e não me fazia espécie alguma.

Booktrailer:

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Ilha de Caribou

 "A Ilha de Caribou", de David Vann (Ahab Edições)

Sinopse:
Nas margens de um lago glacial no coração da península de Kenai, no Alasca, o casamento de Irene e Gary está à deriva. Para cumprirem um velho sonho de Gary, decidem construir uma cabana numa ilha deserta. Irene suspeita que o plano de Gary é o primeiro passo para a abandonar e começa a sofrer de dores de cabeça inexplicáveis, sendo atormentada por recordações de um trágico passado familiar. Quando o inverno chega de forma prematura e violenta, o casal vê-se submetido a uma pressão inesperada, terrível. Rhoda, a filha mais velha, receia que alguma coisa possa acontecer aos pais e tenta ajudá-los, mas também ela está a atravessar uma crise pessoal.

Opinião (versão inglesa):
Este foi um daqueles livros que me agarrou desde a primeira página. A escrita do autor cativou-me de imediato e mesmo quando comecei a achar que as descrições eram exaustivas demais, as palavras mantiveram-me agarrada ao livro. 
A história deste livro gira em torno de uma família, como tantas outras. Apesar de as personagens serem o extremo daquilo a que uma pessoa pode chegar (este livro é feito de extremos, afinal), acredito que quase todos reconheçam em algumas personagens (ou mesmo em todas) algo familiar, algo real, talvez até pessoal.
Além da família, que é o foco central, temos outras personagens que aparecem, por vezes, apenas com o intuito de desestabilizar ou alterar ainda mais o seio da família, muitas vezes sem que eles próprios se apercebam disso.

A nível de personagens, tenho a confessar que as achei quase todas muito bem exploradas, embora em certos casos tivesse gostado de saber mais. no entanto é uma daquelas histórias em que é quase impossível simpatizar com quem quer que seja. Todas, sem excepção, são imperfeitas, mas de tal forma, que sentimos que não podemos mesmo sentir empatia com eles. Não que não pareçam reais (porque  parecem, apesar de ser um real exagerado), mas porque são tão imperfeitas que parece que não há nenhuma ponta por onde se lhes pegue. e quando acontece de vermos algo a que nos agarrara, logo algo bem pior aparece e lá se vai a empatia.
No entanto, acredito que foi também isso que me vez ter vontade de saber o que aconteceria a esta gente e, embora o final seja previsível a partir do meio do livro, confesso que esperei que não se concretizasse. Não que o desfecho seja satisfatório, apenas é tão ... deprimente, que o livro inteiro parece um balde de água gelada.


A prosa do escritor (tendo em conta que li no original, inglês) é belíssima. Rica em descrições e focada. No entanto o autor perde-se em devaneios, por vezes, e com isso acaba por perder alguns leitores (quase me perdeu, ali mais para o fim). Algo que achei verdadeiramente curioso, é o facto de nunca o autor nos dar descrições físicas das personagens, como cor de cabelo, olhos, estatura, etc.

Em suma, foi um livro que me agradou imenso ler, em cujas páginas me perdi e que me tocou de várias formas. Apesar de não me ter agradado o final, sei também que era o único possível, ou pelo menos aquele para que toda a narrativa apontava.
Fica a vontade de ler a sequela (não oficial, ao que parece) "A Ilha de Sukkwan".


Capas e Edição (versão inglesa): 
Todas as capas da Ahab Edições são belíssimas (no topo)! Desde o início que o trabalho gráfico desta editora me chamou a atenção, e este "A Ilha de Caribou" não é excepção. A beleza, muitas vezes está na simplicidade e as capas desta editora são simples, icónicas, muito apoiadas nas fontes mas indubitavelmente chamativas.
No entanto eu li a versão inglesa, em ebook. A capa não me desagrada, mas a portuguesa parece-me mais simbólica. A edição para kindle está simples, como se deseja num ebook.


Próxima Leitura

A próxima leitura conjunta do Clube de Leitura de Braga, será:
"Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", o clássico de ficção científica de George Orwell.
Leiam e apareçam no dia  1 de Dezembro, na Bertrand de Braga (centro).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Antologia de Ficção Científica Fantasporto

"Antologia de Ficção Científica Fantasporto", organizado por Rogério ribeiro, com contos de Afonso Cruz, Bruno Martins Soares, Isabel Cristina Pires, António Carloto, Madalena Santos, João Ventura, José Cardoso , Luís Roberto Amabile, João Leal, António de Macedo, Manuel Alves, João Paulo Vaz, Telmo Marçal, Beatriz Pacheco Pereira, Rodrigo Silva, Filipe Homem Fonseca, Ágata Ramos Simões (Edições 1001 Mundos)


Sinopse:
O Fantástico nasce da mente e imaginação humanas e encontra campo fértil de expressão nas mais diversas formas artísticas. Tem sido esse o espírito do "Fantasporto", e foi aqui objectivo da 1001 Mundos trazê-lo para a literatura. Esta antologia nasce fruto dessa colaboração, e do trabalho do organizador, Rogério Ribeiro.
Esperamos que apreciem estes momentos de um tempo que ainda não é - ou que nunca foi - e que saíram da imaginação de autores de três continentes, mas com um forte elo que os une - a Língua Portuguesa.


Opinião:
Vou começar por falar dos contos, um a um, e no final farei um apanhado geral.

"O tempo tudo cura menos velhice e loucura", de António de Macedo
Um conceito engraçado com um bom desfecho, mas cuja execução deixou algo a desejar. Não entrei verdadeiramente na história e os 'factos' científicos que deveraim ter sido divertidos (entendi-os como uma sátira) foram um pouco aborrecidos. Já para não falar que a explicação do que aconteceu deixou muito a desejar.

"A inimaginável materialização de Samira", de João Paulo Vaz
Mais um excelente conceito que poderia ter dado um excelente conto, mas que se ficou apenas pelo mediano. O autor usou muito o 'contar' e pouco o 'mostrar'. Ou seja, relatou-nos os eventos de forma algo monótona, em vez de criar situações em que o leitor percepcioansse a mensagem sem ser por forma de relato.

"O Robot Auris", de Beatriz Pacheco Pereira
Uma história simples, que por momentos pareceu prestes a voltar para um lado completamente diferente, e que no fim me surpreendeu. gostei muito pelo seu tom sereno e pela caracterização, não só do Auris, como das crianças e dos seus pais.

"O Festival", de Filipe Homem Fonseca
Um conto com uma história interessante, com momentos muito bons e uma ideia base genial, mas que em certos momentos se perdeu e com isso esvaiu força. Se em certas cenas o autor nos mostrava como as personagens reagem, em outras apenas nos dizia, sem que o leitor criasse a empatia necessária. Mesmo assim foi uma boa história.

"Virgílio Bentley e o extra-terrestre", de Ágata (Ramos) Simões
Foi bom rever o Sr. Bentley e ri-me muitas vezes com este conto. O humor de Ágata Ramos Simões mantêm-se intacto (e como qualquer humor, não será do agrado de todos). O único problema do conto foi a falta de pormenores sobre o ET, a sua nave e o seu modo de comunicação. Os que havia pareceram insuficientes.

"As mãos e as veias", de Afonso Cruz
Se ao principio estranhei este conto, escrito em forma de peça de teatro, assim que o 'mistério' se desenrolou, tudo ficou diferente. Apesar de eu achar que um pouco mais de descrição seria agradável, pois até mesmo as peças de teatro descrevem dos movimentos e expressões, este foi um conto que me surpreendeu e agradou.

"Tsubaki", de Bruno Martins Soares
Com um início interessante e misterioso, esta história perde-se em tempos verbais desconexos, pontuação mal-conseguida (ao ponto de me irritar muito, apesar de em certos momentos me parecer que era propositada era tão errática que foi impossível perceber se o era ou não). A resolução não ajudou. A violência não fazia sentido algum no contexto da personagem que o autor nos mostrou antes (*SPOILER* se não matou o homem com quem entrou em duelo, porque o faria com o outro estranho? *Fim de SPOILER*).
Enfim, um conto decepcionante, apesar de ter potencial.

"Uma alforreca no quintal", de António Carloto
Apesar de ter gostado do tom do conto e da sua história simples mas significativa, fiquei decepcionada com a sua simplicidade e falta de explicações. Esperava mais do conto vencedor.

"Fogo!", de João Ventura
Um conceito excelente e uma execução inteligente. O final foi muito bom. Gostei muito do ritmo da história e da prosa, mas em certos momentos as explicações pareceram-me extensas de mais.

"O Cão", de Isabel Cristina Pires
Apesar de ter gostado da reviravolta final, a história não me cativou muito por se manter tão distante. o leitor não entra realmente na história. Se fosse experimentado de outra forma, seria ainda melhor, mas gostei.

"O mistério dos Uivos", de Madalena Santos
Confesso que estive quase, quase, para desistir de ler este conto, mas fui até ao fim. A ideia que fica é que a autora sabia tanto, queria mostrar tanto, que debitou informação como se não houvesse amanhã. Perdi-me, literalmente, na narrativa e só quase no fim consegui perceber afinal qual era o propósito do conto. As duas primeiras partes foram as piores e as mais dispensáveis. Não consegui sentir empatia pelas personagens e irritou-me bastante o facto de estas serem sempre narradas como "Técnica de Manutenção" ou "Bellvis Montesano", ou pior ainda "Técnica de Manutenção Bellvis Montesano" (nunca só um nome, só uma designação). Isto vezes sem conta.
Gostei da comunidade que foi introduzida, dos conceitos e até da ideia central do conto, mas achei-o mal executado, enfadonho e muito disperso.

"Expedição ao Futuro", de José Cardoso
Com uma boa linguagem e algumas cenas bem conseguidas, este conto pareceu-me demasiado disperso, o que tornou difícil a sua apreciação. Não consegui fazer grande sentido da história e achei que podia bem ter sido poupado a algumas divagações.

"Déjà-vu", de Luís Roberto Amabile
Nada nesta história se sobressai e achei que tinha muito pouco de ficção científica. Além de que não foram dadas explicações nenhumas para nada do (pouco) que aconteceu.

"Acordar o Profeta", de João Leal
Uma história que soube agarrar o leitor do início ao fim. Gostei da prosa, do desenvolvimento da ideia e da acção. Um bom conto com o compasso certo e fundações bem vinculadas.

"Zé", de Manuel Alves
Um dos meus favoritos da antologia. Apesar de sentir falta de maiores explicações (sobre o que é ZÊ e o que é o professor), o desenrolar das cenas está muito bem conseguido, a prosa está excelente e fica a vontade de ler uma continuação (embora esta não seja obrigatória, pois o conto é autónomo). Uma agradável surpresa.

"As Moças do Campo", de Telmo Marçal
No início este conto não me cativou, mas à medida que a história avançava, fui gostando mais e mais. O final, para mim, não foi dos melhores. Achei a resolução um pouco mal-executada, mas no geral o conto é um curioso. No entanto o que me deixou mais decepcionada foi o facto de este conto, praticamente, nem ser muito FC (a ficção científica é muito ténue, não que isso seja necessariamente mau, mas neste caso sentiu-se falta de algo mais).

"A besta-fera", de Rodrigo Silva
Conceito interessante, início bom, mas péssimo desenvolvimento. Muito apressado e sem nada que o mantenha na memória

Em suma, esta antologia pecou um pouco em termos de qualidade e diversidade. Vários temas se repetiram e isso nem teria sido muito problemático se os enredos fossem verdadeiramente originais e interessantes, bem explorados e na dose certa. Infelizmente, muitos dos contos não o fizeram.
Apesar de ter gostado de alguns contos, não adorei nenhum e isso é raro acontecer-me em antologias (há sempre ou que se destacam e são diferentes de leitor para leitor).
Esperava mais, confesso, mas não é um livro mau, apenas mediano.

Capa, Design e Edição:
Gosto muito da capa. O conceito em si é genérico, mas as cores e os efeitos estão muito bonitos e tornam-no num trabalho chamativo.
Em matéria de edição, não percebi a disposição dos contos na antologia. Não estavam por ordem alfabética dos autores, nem por ordem de prémios, nem sequer por temas.
Apesar de ter discernido alguns erros na edição, não foi nada de muito relevante a  em termos de edição acho que fizeram um bom trabalho. Já ao nível da coordenação e escolha dos contos, embora saiba que depende muito do gosto pessoal do organizador, confesso que a antologia não me conquistou por completo.
Em termos de design, achei que podiam ter feito algo mais único, alusivo ao tema. Está eficiente, mas por isso mesmo não se destaca. Também achei que fazia falta, no início dos capítulos do vencedor do concurso e das menções honrosas, uma menção desse facto.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

[Divulgação] Lisboa no Ano 2000

Foi finalmente revelada a capa para “Lisboa no Ano 2000 – Uma Antologia Assombrosa Sobre uma Cidade que Nunca Existiu“, anteriormente conhecida simplesmente por “Lisboa Electropunk“, onde eu (Ana C. Nunes) vou ter um conto publicado.
Lisboa no Ano 2000 – Uma Antologia Assombrosa Sobre uma Cidade que Nunca Existiu

Electro-Dependência” é o título do meu conto.

Autores participantes na antologia (com organização de João Barreiros): AMP Rodriguez, Ana C. Nunes, Carlos Eduardo Silva, Guilherme Trindade, João Ventura, Joel Puga, Jorge Palinhos, Michael Silva, Pedro Afonso, Pedro Martins, Pedro Vicente Pedroso, Ricardo Correia, Ricardo Cruz Ortigão e Telmo Marçal.

Esta antologia será lançada no final de Novembro (23 a 25), pela Editora Saída de Emergência, durante o Fórum Fantástico (em Lisboa).
Que acham da capa? Eu gosto. :)
Visitem o meu blog de Escrita Criativa para mais novidades.

Curiosidade: O livro já está no Goodreads, para ‘abrir o apetite’

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Livro - Filme - Série 01

Para avivar um pouco o blog que tem estado parado (por eu não ler tanto quanto gostaria), decidi criar uma nova rubrica a que vou dar o inspirado nome de "Livro - Filme - Série", que, como devem imaginar, vai falar de adaptações de livros ao pequeno e grande ecrã.
Para muitos trabalhos que aqui serão falados, eu não li o livro correspondente, e nesses casos apenas mencionarei o que achei do filme/série e não da sua adaptação. Mas nesta rubrica só falarei de filmes/séries que sejam inspirados por romances (e não o contrário) ou cujo tema central seja livros/escrita (como a série Castle, por exemplo).

Tentarei trazer algo novo todas as semanas, ou pelo menos de quinze em quinze dias e nem todos os filmes/séries serão recentes, mas também aí é que está a piada. As opiniões serão muito sucintas, que eu não sou crítica cinematográfica. A intenção é apenas dar a conhecer as muitas películas que hoje em dia são baseadas em obras literárias (e desde sempre o foram). Espero que descubram algo novo com esta rubrica.

Livro - Filme 01 
A lha do Dr. Moreau, adaptado de "The Island of Dr. Monreau", de H.G. Wells
Apesar de nunca ter lido o livro homónimo, tinha conhecimento (muito por alto) da história e foi com alguma curiosidade que vi a adaptação cinematográfica de 1996 (existem outras, mas esta foi a que vi). O filme não foi bem o que esperava, no entanto não foi mau. Os actores estavam bem nos seus papéis, se bem que o David Thewlis às vezes não estava no seu melhor, a caracterização estava curiosa (há que ter em conta o ano em que foi feito e os animais-homens estão excelentes) e gostei da história. Foi bem usada e apesar de restarem algumas pontas soltas (que não sei se provêm no livro original) não foi nada que incomodasse de sobremaneira.
Não é um filme que marque, mas também não é um mau filme. Entretém.
Nota: 6/10

Livro - Série 01
Grimm, não adaptação, mas uma exploração da ideia dos descendentes dos Irmãos Grimm
Os anos de 2011 e 2012 foram excepcionais em termos de adaptações do trabalho dos Irmãos Grimm, tanto ao grande como pequeno ecrã.
Ao contrário de outros, como Once Upon a Time, Grimm começou quase despercebido. Pouco se falava nesta série, mas eu segui-a desde o primeiro episódio e com o passar dos episódios fui gostando mais e mais.
É uma versão mais grotesca dos contos dos Irmãos Grimm, o que a torna uma das mais fiéis ao espírito original dos contos. Embora tomem liberdades para adaptar as ideias aos tempos modernos, o essencial está lá.
Com excelentes actores, uma história bem desenvolvida e várias reviravoltas em todos os episódios, eu fiquei agarrada. A segunda temporada já vai adiantada, embora eu ainda não tenha começado a ver, mas se mantiver o que na primeira a fez sobressair, acredito que esta se possa tornar uma das minha séries favoritas.
Não é para crianças, nem sequer para todos os adultos. É mais negra e mais crua que muitas outras histórias que falam dos descendentes dos Grimm, mas é também incrivelmente rica. Vale a pena!
Nota: 7,5/10

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Clube de Leitura de Braga - Novembro

Amanhã, 3 de Novembro, o Clube de Leitura de Braga vai voltar a reunir-se. desta vez o livro em discussão é:

"A Ilha de Caribou" de David Vann

Como de costume, o encontro começa à 15h na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion).
Apareçam!


Compras e Ofertas - Outubro 2012

Mais uma mês de muita contenção. Só adquiri três livros, um num passatempo, outro e uma colecção de BD e um ebook.

- "Mais que Humano", de Theodore Sturgeon (ganho no passatempo da Editorial Presença, no facebook);
- "X-Men - A Saga da Fénix Negra", BD vendida em conjunto com o jornal Público;
- "Fifty Shades of King Arthur's Court", de Lana Swallows (ebook grátis)


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Espelho da Tia Margarida

"O Espelho da Tia Margarida", de Walter Scott (Quidnovi - Biblioteca de Verão JN)

Sinopse:
Poucos escritores gozaram de tão elevada reputação como o escocês Sir Walter Scott (1771-1832). Em seu tempo de vida e quase um século após a sua morte, Scott não foi apenas um escritor muito popular — aclamado como poeta e frequentemente considerado como o maior romancista da sua língua — mas uma verdadeira força cultural. Os seus romances Escocêses, principalmente Rob Roy, contribuíram em definitivo para resgatar um país à fraca auto-estima que adquirira após a rebelião de 1745 e torná-lo, uma vez mais, respeitável e romântico.
A sua descrição de paisagens e ruínas e o uso da História contribuíram em muito para moldar o romantismo inglês e criar o arquétipo vitoriano do cavaleiro medieval — exemplo de conduta para todos os cavalheiros oitocentistas — que ainda hoje perdura a nível popular.
São todas estas características que encontramos em O Espelho da Tia Margarida, um conto que hoje classificaríamos de gótico e que, numa mescla de factos históricos e descrição de ambientes, nos dá a conhecer a história de duas irmãs, Lady Forester e Lady Bothwell que consultam o misterioso Dr. Damiotti e o seu espelho sobrenatural. O resultado da consulta é surpreendente e aterrador…


Opinião:
Este livro é, possivelmente, um dos piores livros que li este ano. Dividido em dois contos, duas histórias diferentes, o autor escolheu uma forma de as contar que não me agradou de forma alguma.

A primeira história, "O Espelho da Tia Margarida", surpreendentemente, pouco tem a ver com o Espelho da dita Tia. O enredo em si (o central) é até interessante e seria uma boa ideia se tivesse sido escrita de outra forma.
O meu maior problema com este conto (e algo semelhante acontece com o outro) é que nas primeiras páginas somos apresentados ao sobrinho, ficamos a saber que a família está com problemas financeiros e que as terras em volta vão ser destruídas para construir prédios e casas. Tomamos conhecimento do quanto ele gosta da tia, que tomou conta dele desde bebé e depois finalmente conhecemos a senhora. E o leitor pensa, ok, vamos conhecer uma história sobre estes dois, que tenha algo a ver com as terras da família. Pensamos, mas pensamos mal!
A tia decide então contar-nos a história de alguém que viveu há muito tempo (possivelmente alguém da sua família) que, por sua vez, conta a história de outra pessoa, a sua irmã, e o seu marido.
Já perceberam o meu problema. A história central é sobre um antepassado da Tia Maragrida, que não tem nenhuma consequência na vida da Tia e muito menos do sobrinho. ou seja ambos eram completamente desnecessários à trama. Porque, então, estão eles logo no início da história, com tanto detalhe? Não. Faço. Ideia.
A real história do conto até é marginalmente interessante, mas está quase completamente exposta em diálogos. Ou seja, em vez de narrar, sabemos de tudo pelas falas das personagens, saltando de uma para a outra. O que é horrível!

A segunda história, "Um Drama na Montanha" segue o mesmo padrão, ou seja, o leitor está a ler a entrada do diário de uma Mrs. Bethune Beliolque algures na sua vida fez uma viagem em que o seu motorista lhe contou a história de Elspat. E, sim adivinharam, aqui a história central é a da Elspat e o resto é treta! Nem a Mrs Bethune nem o seu carroceiro (motorista da carroça, não sei se o termo se aplica) tem a menor influência na história.
Ainda assim, o enredo é mais interessante que o do primeiro conto. Tem mais significado, melhor caracterização das personagens e muitos factos culturais interessantes. Infelizmente também neste se mantêm a exposição por diálogo e as repetições de ideias são uma constante que irrita e torna o conto maçudo. 

A caracterização é praticamente inexistente, tanto no primeiro, como no segundo conto (se bem que no primeiro é pior).
A escrita do autor poderia ser interessante, se ele não perdesse tempo no início a apresentar-nos personagens e situações que não têm qualquer funcionalidade narrativa, enganando o leitor. O facto de usar diálogos como alternativa à narrativa é também um problema e o autor gosta de dar sermões, tanto em forma de diálogo como das poucas vezes que usa a narração. Isto fez com que uma história que pudesse ser contada em 5 páginas ocupasse 20, e uma que pudesse caber em 15 ocupasse 40.

Uma nota final para ambos os títulos que são ... permitam-me dizer: ridículos. Nenhum tem muito a ver com a história e o primeiro, em particular, é absolutamente enganador.

Em suma, um livro pequeno que me aborreceu, me irritou e não me deu qualquer vontade de ler mais nada deste autor. Um conto não deve, a meu ver, apresentar tão pormenorizadamente pessoas e situações que nada terão a ver com a história central. um conto deve ser focado. E sinceramente, acho que o estilo do autor nem num romance funcionaria. Não faz sentido apresentar o sobrinho, a tia, a terra em que vivem, se depois o que vamos contar é algo completamente diferente com outras personagens.
Um pequeno livro decepcionante em todos os aspectos.

Tradução (Maria Dias), Capa, Design e Edição:
A tradução, apesar de na maioria dos casos estar suficientemente eficaz, tinha um GRANDE problema: as vírgulas. A tradutora não sabia usar vírgulas! Era horrível.
Outro problema era os erros de teclado, quando temos letras trocadas no meio de uma palavra. Vi muitos, muitos mesmo!
A capa, convenhamos, nada tem a ver com nenhum dos contos. pensaram "Espelho (da tia)" e arranjaram uma imagem qualquer. Algumas pessoas, já vi, queixam-se da qualidade desta edição mas eu pessoalmente não tenho nada a dizer. Paguei 1€ por um livro cujas páginas são aceitáveis e que não se desfez todo quando o abri. Urrah!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Rapariga Que Roubava Livros

"A Rapariga Que Roubava Livros", de Markus Zusak (Editorial Presença)


Sinopse:
Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente e através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, assim como de outros moradores da Rua Himmel, e também a história da existência ainda mais precária de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

Opinião:
Alguns livros tocam-nos profundamente, seja pelas suas personagens, seja pelos temas, ou mesmo pela prosa. "A Rapariga que roubava livros" tocou-me pelo primeiro motivo, fez-me chorar e ter esperança.
No entanto tenho de confessar que a única razão porque este livro não entra para os meus favoritos, se deve ao tema. É daquele tipo de histórias que garantem imediata simpatia da parte do leitor (como escrever sobre crianças doentes). Quem não ficaria sensibilizado com um livro passado na 2ª guerra mundial? A menos que fosse sobre os 'maus da fita' era garantia certa de que o leitor iria gostar do livro.
Isso, no entanto, não tira o mérito ao livro.

O enredo foca-se nos alemães de classe baixa. Não os nazistas férreos, os soldados, ou mesmo os judeus, mas sim nos outros, os mais comuns e que raramente são retratados em histórias do género. O povo. Por isso o livro consegue se diferenciar.
O facto de ser narrado pela Morte torna-o algo de ainda mais fantástico. E acreditem, a Morte é um narrador e tanto, com deixas fabulosas, cínicas mas tocantes, cruas e realistas.

O role de personagens é, para mim, o ponto forte do livro. Temos várias e quase todas são exploradas de forma única. Adorei quase todas e só tive pena que duas delas não fossem mais caracterizadas, como sendo a mãe da Liesel e o filho do Hans, que julgo teriam sido uma boa adição ao enredo.
As personagens que mais me marcaram foram: A Morte, a Liesel, o Hans, o Rudy e o Max.

A prosa é muito bela, com laivos de poesia ocasionais. E, como já disse, a Morte enquanto narradora ocasional é soberba. E apesar de sabermos desde o início como vai terminar o livro, isso não nos impede de querer ler até ao fim. Neste caso é a jornada que mantém o leitor agarrado, não o final.
Em momentos este livro relembrou-me "O Leitor" e até mesmo "O Rapaz dos Pijamas às Riscas" (que ainda não tive oportunidade de ler mas cuja premissa conheço) e confesso que de todos "O Leitor" foi o que mais me marcou, no entanto este "A Rapariga que Roubava Livros" é também uma belíssima leitura.

Em suma, foi um livro que gostei muito de ler (apesar de no início estar apenas ameno) e que recomendo sem reservas. Uma história que toca o leitor, com belíssimos excertos e um narrador inesquecível.


Tradução (Manuela Madureira), Capa, Design e Edição:
A tradução deste livro está excelente; não tenho nada a apontar ao belíssimo trabalho da Manuela Madureira. A capa é muito bonita e tem tudo a ver com o livro.
Uma nota muito especial para as belíssimas ilustrações interiores e a atenção ao detalhe nos desenhos (e páginas) de Trudy White. Vale a pena ver com atenção.
O Design e a Edição também estão de parabéns. Um livro que vale a pena folhear.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Beijo Gelado

"Beijo Gelado (Vampire Academy 2)", de Richelle Mead (Editora Contraponto)

Sinopse:
Rose gosta de Dimitri, Dimitri gosta de Tasha, e Mason está mortinho por sair com Rose. Começaram as férias de Natal, mas Rose não se sente nada festiva. Um ataque Strigoi à Academia de São Vladimir colocou a escola em alerta máximo e trouxe um batalhão de Guardiões - incluindo a exigente mãe de Rose, Janine Hathaway. Como se um combate corpo a corpo com a mãe não fosse mau o suficiente, o tutor de Rose está de olho noutra mulher, Mason apaixonou-se por ela, que ainda por cima não consegue sair (literalmente) da cabeça de Lissa enquanto esta está aos beijos com o namorado, Christian! Os Strigoi estão a aproximar-se e a Academia não quer correr qualquer risco... Este ano a viagem anual de ski é obrigatória. Mas a resplandecente paisagem de Inverno e a fina estação de neve de Idaho só alimentam a ilusão de segurança. Quando três amigos fogem numa ofensiva contra os fatais Strigoi, Rose terá de se aliar a Christian para os salvar. Mas o heroísmo raramente vem sem um preço..


Opinião (audiobook):
Já li o primeiro livro desta série em finais de 2009, o que é bastante tempo. Mas ainda me lembrava vagamente das personagens e da premissa da saga, o que me facilitou a entrada neste novo livro. Por isso mesmo não me incomodou o início em que a Rose (protagonista) falava do mundo e do que tinha acontecido antes. Serviu para me reavivar a memória. Mas tenho noção que não o teria apreciado se este período de tempo não tivesse passado entre os volumes, Senti-lo-ia como repetição desnecessária.

A história deste "Beijo Gelado" (uma tradução do título que nada tem a ver com livro, diga-se) é bastante previsível, e esse é provavelmente o único ponto fraco do livro. Se assim não fosse teria gostado ainda mais dele. Até o trágico desenlace de determinada personagem conseguiu ser adivinhado com muita antcedência.
Outra coisa da qual não gostei particularmente foi o quadrado amoroso que se adivinhou. Já não gosto de triângulos, quanto mais quadrados.

Entenda-se que este é um livro para um público juvenil. mas acho que a autora consegue captar bem os jovens e eles parecem-me mais credíveis que em alguns dos outros livros que li para essa faixa etária.
As personagens são simultaneamente o ponto forte e fraco do livro. por um lado são realistas e credíveis, mas por outro são irritantes, especialmente a Rose que é tão cabeça dura (e por vezes burrinha) que só apetece bater-lhe, mas é exactamente por isso que gostei disto.  Agem como adolescentes, mas não são demasiado infantis, nem demasiado adultos. Muitas vezes acontece que autores adultos já se esqueceram de como era ser jovem e por isso as suas personagens mais jovens saem forçadas. E neste eu senti que isso não acontecia.
Dito isto gostei muito das novas personagens, especialmente do Adrian, da mãe da Rose (Janine). Das velhas personagens a Rose destacou-se, assim como o Dimitri e o Christian. A Lissa, por sua vez, irritou-me de sobremaneira. A amizade entre ela e a Rose, que tanto me agradou no primeiro volume, neste quase que desapareceu. A Lissa estava sempre mais preocupada em passar tempo com o namorado do que em estar com a amiga e passei o livro todo a pensar que a Rose devia era arranjar uma nova melhor amiga.
Já em relação aos vilões, mais uma vez eles surgem um pouco do nada e são mal explorados. No entanto vê-se deles o suficiente para saber que a história não termina neste livro.

A prosa da autora é, mais uma vez, bastante agradável, os diálogos são bem conseguidos e a narrativa flui muito bem.

Em suma, esta foi uma boa sequela para  primeiro livro, apesar da previsibilidade do enredo. Fica a vontade de ler os seguintes livros e a recomendação de uma série YA (infanto-juvenil) com vampiros, que até consegue ser interessante e diferente..

Narração (Khristine Hvam):
Não fiquei fã da voz desta senhora. Aliás, quando comecei a ouvir o audiobook pensei parar porque não gostava nada da voz dela, mas aos poucos lá me fui habituando. De todos os audiobooks que já ouvi, este foi o mais fraco. A narradora não conseguia usar a voz para dar vida às personagens, o que fazia com que todas soassem iguais. Uma nota de especial irritação para a forma como decidiu dar voz ao Issaiah (o vilão principal) que o fazia parcer uma menina histérica. O horror!
Por isso esta será a primeira vez em que não recomendo o audiobook. Não é que seja totalmente mau (eu ouvi-o até ao fim), mas é menos que mediano epor isso aconselho lerem o livro físico.

Clube de Leitura de Braga - Outubro

É já neste próximo sábado, dia 6 de Outubro, que o Clube de Leitura de Braga se volta a reunir às 15 horas, na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion).

Clube de Leitura de Braga

O livro escolhido para discussão nesta sessão foi "A Rapariga que Roubava Livros" de Markus Zusak.

"A Rapariga que Roubava Livros", de Markus Zusak
Apareçam para falarmos deste grande livro.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Compras e Ofertas - Setembro 2012

Em Setembro continuei mais ou menos bem comportadinha. Comprei 2 livros, 1 BD, 1 fanzine e 1 almanaque, e só porque fui à EuroSteamCon e não resisti (mas feitas as contas, gastei o mesmo que no mês anterior em que só comprei um livro).
Mas, para minha grande alegria, a ACSilva (uma amiga e participante do NaNoWriMo) ofereceu-me mais uma carrada de livros, que me deliciaram.

Compras:
- A Rendição Mais Obscura, Gena Showalter;
- Akira 08 - A Vitória de Takashi, Katsuhiro Otomo;
- Almanaque Steampunk 2012, vários;
- NaNoZine nº6, vários;
- Downspiral, Anton Stark

Ofertas:
- Every Writer Needs a Tribe, Jeff Goins (ebook);
- Fenix nº 2 (Ashcan), vários (pela Marcelina Gama);
- O Império do Mal, Steven A. Grasse;

- Tail of the Moon, Rinko Ueda (BD);
- Destino Cativo 1 a 5, Destino Cativo 1 (BD);
- A Rapariga dos Pés de Vidro, Ali Shaw;
- Morning Glories 1, Nick Spencer (BD);
- Half Dead, Barb Lien-Cooper e Park Cooper (BD)
- Freshmen 1, Hugh Sterbakov e Seth Green (BD)
- Masters of the Universe, Val Staples (BD)
- Meia-Noite sobre Sanctaphrax, Paul Stewart e Chris Riddell

Nota, atrás da pilha de livros está uma impressão da lindíssima capa que a ACSilva fez para a Fénix nº2.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Grave Peril

"Grave Peril (Dresden Files 3)", de Jim Butcher (ainda não publicado em Portugal)


Sinopse (em Inglês):
Harry Blackstone Copperfield Dresden has had a rough couple of weeks. As the only openly practicing professional wizard in the Chicago area, he has squared off against a multitude of supernatural bad guys. Harry has won the day against demons, poltergeists, sorcerers, trolls, vampires, werewolves, and even an evil faerie godmother. You might think nothing could spook him. You would be wrong.
Something is stirring up angry apparitions all over town. Something that can break all the laws of supernatural physics. Something that doesnt like Harry.
His closest friends are being targeted. The net is closing in. Harry must find a solution soon or find this is one Nightmare from which he will never waken.


Opinião (audiolivro inglês):
The Dresden Files não é a minha série favorita, mas é umas das que me dá sempre gosto ler. Apesar de os livros não serem excepcionalmente bons, são consistentes e a verdade é que o Dresden é um portagonista que gosto de seguir.

A história deste "Grave Peril", tal como os anteriores livros, teem várias tramas, muitos seres sobrenaturais, o Harry a levar tareia e vários vilões surpreendentes. Fico sempre na dúvida sobre quem é o verdadeiro vilão por trás de tudo. O autor consegue manter a surpresa quase até ao final, mantendo o leitor agarrado às páginas (ou ao ficheiro audio, como foi o meu caso).
Neste livro em particular temos fantasmas, vampiros, cavaleiros templários, fadas, seers (videntes), dragões e uma míriade de outros seres curiosos. E permitam-me dizer que que o Dragão é muito fixe! Espero que apareça outra vez.
A trama, essa, é sempre intensa e cheia de reviravoltas. Quando parece que sabemos mais que o Dresden, descobrimos que afinal não era bem como pensavamos e nem como ele (o protagonista) acreditava.
O único senão deste livro, a meu ver, foi o foco um pouco mais vincado no romance. Não foi o romance em si que me incomodou embora no primeiro capítulo eu me perguntasse proque o assunto estava a ser trazido à baila no meio da preparação para uma batalha), mas sim pelo seu desfecho, que foi previsível e por isso mesmo, pouco convicente.

Os personagens, como de costume, estão muito bem expostos. Todos eles. E os meus favoritos foram, além do Dresden, o Thomas, a Charity, o Michael e a Leanansidhe. E mal posso esperar para saber o que a Leanansidhe vai fazer a seguir. E espero mesmo que o Thomas volte a aparecer.
Uma nota extra para a cena em que o Dresden aperece numa festa de vampiros vestido de um vampiro cheesy (tipo Drácula, com capa e tuddo). Tão fixe!
Apesar das várias cenas com a Susan (namorada do Dresden) a veradde é que esta é uma personagem que pouco me diz. Sendo ela uma das poucas humanas da história, seria de esperar que gostasse mais dela, mas não. Infelizmente o final do livro não fez muito para melhorar isso, embora eu esteja a contar que este não seja o 'final' da relação dos dois.

A escrita do autor continua igual aos volumes anteriores, e quem gostou desses não deixará de desfrutar deste. O autor é muito bom a explicar o que se passa no seu 'mundo' e a integrar os novos seres e personagens que vão surgindo, de forma a que o leitor saiba tanto, mas nunca mais, que o protagonista. Assim somos apanhados de surpresa sempre que o Dresden é. E o uso da escrita na 1ª pessoa ajuda a isso.

Em suma, Grave Peril foi mais um bom livro da saga, com uma trama intensa, boas novas persoangens e um bom desenvolvimento das já existentes. Recomendo não só o livro, como a saga, para quem quer ler Fantasia Urbana numa perspectiva mais masculina (já que o que mais se vê é no ponto-de-vista feminino).


Narrador (James Masters):
A principio estranhei a narração audiolivro porque o James Masters usava um tom enfadado. Sabem quando as pessoas estão aborrecidas e tem mesmo de nos contar alguma coisa mas falta-lhes vontade? Era assim,k e por alguns momentos pensei que o narrador devia estar a ser obrigado a ler o livro, mas depois  convenci-me que estava apenas a fazer o seu papel e interpretar o protagonista, Harry Dresden. Se o foi ou não por essa razão, não sei ao certo, mas acabei por me habituar e gostar da narração (como gostara no livro anterior).

Links Relacionados: Site Oficial - "Grave Peril" na Wook"Grave Peril" no BookDepository UK - "Grave Peril" no BookDepository COM - "Grave Peril" na Amazon UK

sábado, 22 de setembro de 2012

Euro Steam Con

Nos dias 29 e 30 de Setembro, Porto vai albergar um evento mundial: o Euro Steam Con. Em Portugal a organização está a cabo da Sofia Romualdo, a Joana Neto Lima, o Rogério Ribeiro e o André Nobrega.

E a fabulosa programação é esta:

SÁBADO - DIA 29
15.00 Abertura do evento. Apresentação da Clockwork Portugal e da sua equipa. Descrição do evento. Apresentação dos participantes da feira.
15.30 Debate: O que é o Steampunk? - João Barreiros, Luís Filipe Silva, João Ventura
16.30 VaporPunk: O Steampunk em Português - Luís Filipe Silva
17.00 Tea Break
17.30 Demonstração da Elfic Wear
18.00 Lançamento do Almanaque Steampunk 2012 + Sessão de autógrafos

DOMINGO - DIA 30
15.00 Steampunk, Electropunk, Solarpunk e outros Punk - João Barreiros
16.00 Sugestões de Leitura Steampunk - Equipa Clockwork Portugal
16.30 Ilustração - Luís Melo
17.00 Tea Break + Sorteio do Cabaz Steampunk - com a trilogia Leviatã de Scott Westerfeld (cedido pela Editora Vogais), A Corte do Ar de Stephen Hunt autografado (cedido por Ricardo Lourenço), Downspiral de Anton Stark (cedido pelo autor), exemplar da Nanozine nº6 (cedido pelos próprios), The Iron Duke de Meljean Brook e exemplar do Almanaque Steampunk (cedidos pela Clockwork Portugal)
17.30 Lançamento do livro Downspiral do Anton Stark + Sessão de autógrafos

PROGRAMAÇÃO PARALELA
(a decorrer sempre)
Feira de Criadores
- Elfic Wear
- Koollook / Águas Furtadas
- Musa de Inspiração
Nanozine
Revista Lusitânia
Banca de Tea & Biscuits

Outras informações:
O evento irá ser transmitido em directo através do Youtube, pelo que quem não puder estar presente poderá na mesma seguir as actividades através da internet.
Todos os eventos serão registados em fotografia e vídeo para posterior divulgação.

Mais informações em Clockwok Portugal. Juntem-se ao evento no Facebook, Google+ e Goodreads.

Quem está a pensar ir? Eu devo ir nos dois dias, se tudo correr bem, por isso se me virem digam olá. :)
Poster oficial do Euro Steam Con em Portugal (Porto)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Versatile Blogger


A Ana (Devoradora de Livros), a Carla (Cuidado com o Dálmata), a Filipa (O Labirinto dos Livros) e a P7 (Bookeater/Booklover) nomearam-me para o selo "Versatile Blogger" (e se me esqueci de alguém, avisem-me por favor). Obrigada, meninas!
O Vítor (Crónicas Obscuras) e a NamelessGirl (Conversas com a Lua) também nomearam um outro blog meu (Caneta Papel e Lápis) e para não repetir o desafio, fica aqui o agradecimento. Obrigada!

E aqui vão as regras:
1 - Postar o selo e dizer quem me presenteou;
2 - Dizer 7 coisas sobre mim;
3 - Presentear 15 blogs com o mesmo;

Sete coisas sobre mim:
- Sou livro-materialista e não me consigo desfazer nem sequer dos livros que não gostei de ler;
- Entre 1998 e 2005 (mais ou menos) só comprava BD e juntei uma colecção de cerca de 350 títulos;
- Uso óculos desde os 14 aos e antes disso, apesar de ver muito mal, pensava que toda a gente via igual;
- Apesar de adorar ler, se tivesse de escolher entre Ler e Escrever, eu escolhia Escrever (e morria um bocado por dentro);
- Embora tenha passado muito tempo a dizer que não gosto de romances românticos, a verdade é que gosto, menos quando temos amor-à-primeira-vista, porque esses raramente são verossímeis (e tão frequentes, infelizmente), e também raramente gosto de livros cujo único foco seja o romance;
- Este ano ainda não li nenhum livro que me tivesse arrebatado (daqueles que nunca esquecemos);
- Gosto de ter livros autografados pelos autores e conhecer os autores.

E agora vou passar o testemunho a 15 blogs:
- Página a Página (Nuno Chaves);
- Illusionary Pleasure (Ana Ferreira);
- Ler e Reflectir;
- Por Cá Fala-se Disto (Elisabete Cruz);
- Este Meu Cantinho (WhiteLady3);
- Menina dos Policiais;
- Baú-dos-Livros (Alu);
- Leituras da Fernanda;
- Leitura não Ocupa Espaço;
- Quero um Livro;
- N Livros;
- Livreo (para comemorar o 'renascimento do blog);
- Vidas Desfolhadas;
- One Love, a Thousand Books;
- Letra Iletradas (Fabíola Maciel).

Muitos blogs já tinham recebido o selo. Este "Versatile Blogger" anda em todo o lado.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Fénix 1

"Fénix, nº1", fanzine


Esta fanzine é dedicada à divulgação da Fantasia, Ficção Científica e do Horror, constituída por contos e artigos de variados autores portugueses.
Este número foi organizado pelo Roberto Mendes e a belíssima capa é da autoria de Hauke Vagt (um ilustrador de origem alemã a viver em Lisboa).

Opinião:
"O Navio de Teseus", de Carlos Silva
Uma excelente ideia, bem executada. Um bom conto,cuja única falha me pareceu ser nos (poucos) diálogos. Mas vale a pena.

"Natal em Little Town", de João Ventura
Gostei do conceito deste conto, no entanto achei que o final não foi tão bem entregue como poderia ter sido e caiu um pouco do nada.

Romeu de Melo e a Ficção Científica, artigo de Álvaro de Sousa Holstein
A amizade e respeito que Álvaro Sousa Holstein tem por Romeu de Melo transparece neste texto- confesso que desconhecia o autor e fiquei muito curiosa por descobrir trabalhos deste senhor que infelizmente já cá não se encontra.

"O Factor Genético", de Romeu de Melo
Apesar de este conto ter sido publicado pela primeira vez em 1978, permanece bastante actual, o que de certo modo chega a ser assustador, se pensarmos bem nisso. O conceito está brilhante: uma raça de extra-terrestres que estuda os poucos terrestres sobreviventes e que avaliam como estes se auto-destruíram.
No entanto confesso que o facto de toda a informação nos ser dada através de diálogos extensos e explicativos, tirou um pouco de energia à história. Mesmo assim, é um bom conto e fiquei com vontade de ler mais deste autor.

"Floresta de Homens", de Valter Marques
O conto começa um pouco fraco, mas tal acontece para estabelecer as personagens e por isso não se incia mal. O autor consegue desenvolver bem as personagens e até o cenário o que cria um conto rico e cujo final adorei. Sem dúvida o meu favorito da fanzine.

Entrevista a José Manuel Morais
É sempre interessante ler entrevistas com autores portugueses, especialmente aqueles já um pouco esquecidos pelo tempo e quando o entrevistador os conhece bem. Concordando ou não com algumas das coisas ditas, vale a pena ler.

No geral este foi mais um bom número desta fanzine, com contos interessantes e diversificados, e alguns artigos curiosos. Apesar de alguns erros ortográficos que não incomodaram muito, a fanzine está bem organizada. Só gostaria também de ter visto um pequeno artigo sobre o artista da capa (temos alguma informação básica mas sabe a pouco).
Fica a vontade de ver mais números da Fénix em breve.


domingo, 9 de setembro de 2012

Compras e Ofertas - Agosto 2012

E, finalmente, posso dizer que consegui o objectivo de não gastar muito dinheiro em livros. Agosto foi um mês pobre em aquisições, mas também o mês, deste ano e possivelmente dos três anos anteriores, em que gastei menos dinheiro. Urray!


Só comprei um livro, e porque era de uma colecção que estava a fazer e que finalmente terminei:
- A mesa dos Reis de Portugal (colecção do Círculo de Leitores).

Troquei um dos meus "Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas, pelo:
- Minha Besta, Christopher Moore (um autor que queria revisitar, depois de O Anjo mais Estúpido).

E de oferta, junto com a colecção de DVDs do Dartacão que já completei, recebi:
- O meu primeiro Larousse dos Heróis.

E também adquiri alguns ebooks, todos gratuitos:
- Confessions of a Dark Energyholic, Old, Universe: Ours, David Sobral;
- O Outro Mundo - Contos, David Sobral;
- Until Next Time, Amy Lignor;
- The Z World, Bella Street;
- Great Expectations, Charles Dickens;
- Essays in the Art of Writing, Robert Louis Stevneson;
- A Grande Mão, Carla M. Soares.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lover Mine

"Na Sombra do Destino - Lover Mine (Irmandade da Adaga Negra 8), de J.R. Ward (Casa das Letras)

Sinopse:
John Matthew has come a long way since he was found living among humans, his vampire nature unknown to himself and to those around him. After he was taken in by the Brotherhood, no one could guess what his true history was- or his true identity. Indeed, the fallen Brother Darius has returned, but with a different face and a very different destiny. As a vicious personal vendetta takes John into the heart of the war, he will need to call up on both who he is now and who he once was in order to face off against evil incarnate.

Xhex, a symphath assassin, has long steeled herself against the attraction between her and John Matthew. Having already lost one lover to madness, she will not allow the male of worth to fall prey to the darkness of her twisted life. When fate intervenes, however, the two discover that love, like destiny, is inevitable between soul mates.

Opinião:
Atenção, esta opinião contém spoilers para quem ainda não leu os anteriores 8 livros da saga.
John Matthew sempre foi, desde o "Na Sombra do Dragão", uma personagem que me chamou a atenção e foi com gosto que o vi crescer ao longo do posteriores 5 livros, na expectativa que o livro dedicado a ele viesse em breve, cedo se antevendo que Xhex seria a sua parceira.
No entanto, para meu total desagrado, em "Na Sombra da Vingança", a autora escolheu tornar John Matthew uma personagem igual às outras. Quando dantes tínhamos um personagem ferido mas corajoso, sensível mas forte, passamos a ter um homem que se deixa abater pelas vicissitudes da vida e que começa a agir como uma criança exactamente quando entra na vida adulta.
E tal como disse na opinião de  "Na Sombra da Vingança", achei de mau gosto a autora usar uma trama que já tinha usado em livros anteriores, com o único propósito de criar tensão exagerada entre o casalinho em questão (John e Xhex).
Por todas estas razões, e apesar de este ser um dos livros que aguardava com mais ansiedade, comecei a leitura muito cautelosa. E não me enganei muito.

A história foi bastante previsível ao longo do livro, exceptuando o destino do Lash e certos acontecimentos entre o Blay e o Qhuinn (entretanto o livro sobre estes dois foi anunciado e chama-se "Lover at Last" e sai em 2013; sim, leram bem, romance homossexual está a chegar).
No entanto certas coisas agradaram-me no enredo, nomeadamente o facto de não ter sido o John a salvar a Xhex, mas sim ela a salvar-se sozinha, a reviravolta entre o Lash e o Omega (muito bom!) , no geral, o facto de o livro ter dividido atenções entre a fêmea (Xhex) e o macho (John). Nos livros anteriores o homem era sempre mais profundamente desenvolvido que a mulher, mas neste há um equilíbrio muito bom. Apesar de, ainda assim, ter esperado mais algum aprofundamento do passado do dois, especialmente no que toca aos pais adoptivos da Xhex.
No entanto nem tudo é mau, o romance entre a Xhex e o John até foi super-giro e evoluiu muito bem. Apesar de tudo o John ainda é o mais sensível de todos os guerreiros (só não o suficiente, como antes). No final, quando ele deixou que ela se vingasse do que lhe havia sido feito, foi um gesto bonito (de uma forma bizarra) e na verdade este deve ser o casal mais feito um para o outro da saga. Não há como negar isso e o livro prova-o.


A nível de personagens, como disse, achei queo casal protagonista teve a atenção merecida, no entanto como o John já tinha deixado de ser a personagem que eu acompanhara ao longo da saga, tive dificuldade em gostar do que dele ressurgiu neste livro, tornando-o por vezes penoso de ler (especialmente quando ele se meteu nos copos, tal e qual o Butch; repetição, já disse!).
A ser sincera, as únicas personagens que me interessaram neste livro foram a Xhex, o Thor e a N'One. Nem o Blay, nem o Qhuinn, nem o John me mantiveram agarrada às páginas, o que é quase absurdo, tendo em conta que dantes adorava ler sobre os três. E já que falo em Qhuinn ... será que mais ninguém acha pouco ético o Qhuinn ter sexo em frente a toda a gente? Em qualquer sítio para que toda a gente o possa ver e com todas as gajas que se cruzam no seu caminho. Que exagero!, mesmo para um viciado em sexo (que ele ainda não admitiu ser).

Apesar de já estar mais que habituada à escrita da autora, as mesmas coisas me continuam a irritar: as siglas, os nomes de marcas (especialmente de roupas) e uma panóplia de referências culturais que datam os livros e me aborrecem. Passando isso à frente, o início foi bastante banal e um pouco em tom de sermão, quando ela tentava de forma (não) subtil contar o que se passara nos volumes anteriores.
Outra escolha narrativa que achei de mau gosto foi o constante uso de itálico nos capítulos 'especiais'. Neste livro temos um vislumbre do passado, sobre a forma de páginas do diário de Darius (onde o Thor também entra) e estes diários estão todos em itálico, o que me cansava a vista, e que na verdade era totalmente desnecessário.

*SPOILER* Outra coisa que não gostei foi a forma como Ward falou das cenas de violação da Xhex. ela não as descreveu pormenorizadamente (graças aos céus!), mas a forma como falou nelas não criou a repulsa que tal situação deveria criar, e por vezes teve o efeito contrario, parecendo até que a Xhex não se importava (e que não era, claramente, o caso). *Fim de SPOILER*


Por outro lado as cenas de sexo entre a Xhex e o John, não só foram aborrecidas, como surgiram nos momentos mais inoportunos. Passei-as todas à frente, sem prestar-lhes grande atenção. Só uma cena me pareceu razoavelmente bem enquadrada.
Noutra nota, a autora conta-nos uma história passada no final do século XVII onde os guerreiros usam pistolas. Estou longe de saber a história completa das armas, mas julgo que as ditas pistolas, nessa altura não eram iguais ás de agora, mas nem uma pequena descrição temos. Simplesmente ele saca da arma e dispara. Sem rastilho, sem meter a bala, sem nada. Corrijam-me se estiver errada, mas acho que nessa altura elas ainda não eram tão avançadas. Certo? 

Em suma, e detesto dizer isto mas, este livro não tem a força dos outros. Aliás, os livros da saga têm diminuído de qualidade e interesse desde o livro do Phury. Mas neste nem houve grandes revoluções no mundo que justificassem o interesse. Só o John e a Xhex é que tiverem foco e nem sempre da melhor forma. Todas as outras personagens quase que desapareceram e tiveram quase nenhum desenvolvimento. As excepções sendo, talvez, a Layla, o Lash, o Qhuinn e o Blay.
Para mim este livro foi uma decepção. A personagem que mais gostava na saga ficou ... arruinada (igual aos outros guerreiros). O que salvou este livro, para mim, foi a Xhex. A primeira mulher guerreira nesta saga; alguém que sabe o que é, sabe o que quer e luta por isso.
Ou seja, para fãs da saga, será sempre uma boa adição, mas que me decepcionou, disso não há dúvida.
Vou continuar a ler estes livros pelo menos até ao do Thorment (10), simplesmente porque essa é uma personagem que me agrada. Nem sei se vou querer ler o do Qhuinn e do Blay (11) mas possivelmente sim. Depois disso ... talvez não, a menos que a autora melhore muito nos três livros que se seguem.


Capa, Design e Edição:
Tendo lido a edição de capa dura, em inglês, posso dizer que gostei muito do design interior que é bastante mais cuidado e apelativo que nas versões livro-de-bolso (como seria de esperar). A capa agrada-me muito, não só pelas cores como pela imagem em si, bastante em sintonia com as anteriores da saga, já para não falar que gostei do pormenor da tatuagem que tem muito a ver com a história. Já a nível de edição houve alguns erros que passaram despercebidos aos olhos do editor, mas nada de muito grave.
Este livro vai ser lançado pela Casa das Letras em Janeiro 2013 e a capa não me agrada, pessoalmente. Parece um trabalho de Photoshop muito mal feito. 


Links Relacionados: Site Oficial - "Na Sombra do Destino" na Wook - "Lover Mine" na Wook"Lover Mine" no BookDepository -

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